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domingo, 10 de outubro de 2021

SOBE E DESCE

 

Foto: Getty Images

Discordo de quem achou a corrida chata. O clima permanentemente molhado deu uma tensão duradoura para a prova, o que deixa tudo imprevisível e, portanto, prende a atenção até o fim. Com o DRS indisponível, valia da perícia e de atacar no momento certo, no molhado, sem a covardia da asa aberta em condições normais. Menos ultrapassagens, mais brigas. A caça, o "pega" também é bem bonito de se ver.

 A Mercedes parece ter encontrado a melhor forma. Se no México e no Brasil a vantagem aparente é da Red Bull, Austin e Abu Dhabi são dos alemães. Catar e Arábia Saudita tão totais incógnitas. Dito isso, claro que agora é fácil de falar, trocar parte do motor de Hamilton não foi a melhor decisão. Evidente que a Mercedes não contava com a chuva, mas a possibilidade sempre existiu durante a semana. Largando na frente, venceria de qualquer forma. Com a chuva dificultando tudo, o aquecimento de pneus também foi preponderante.

Aí entra outra equação. Se na Rússia Hamilton e Verstappen foram certeiros na tomada de decisão final, dessa vez a Mercedes falhou. A ideia de ser ousado e terminar a corrida sem trocar o pneu foi abortada faltando oito voltas, aparentemente com a Mercedes tendo maior voz ativa. Hamilton não ficou satisfeito. No meio do caminho e com dificuldades de aquecer os pneus, Hamilton ainda teve que se preocupar em fechar em quinto, quando poderia ser o terceiro e diminuir o prejuízo na tabela.

Dessa vez, a Mercedes errou e perdeu pontos que sempre serão importantes nesse contexto. Se Hamilton parasse ao mesmo tempo que Pérez, certamente a história seria outra. Para a sorte da Red Bull, isso não aconteceu.

Verstappen fez o que podia. Sem carro e sem aquecimento nos pneus para fazer algo além, foi premiado com o segundo lugar. Capitalizando o máximo que pode, retomou a liderança. Seis pontos de vantagem faltando seis corridas. Um empate técnico. Sempre bom repetir: dois circuitos inéditos. É um final de temporada fantástico, agoniante e imprevisível, mas ouso escrever que a Mercedes se encontrou. Só precisa errar menos e ter menos "azar".

Valtteri Bottas pode ter vencido pela última vez na Mercedes e na carreira também. O finlandês precisa que tudo dê certo desde o início para conseguir a vitória e hoje foi um desses dias. Os pontos estão sendo importantes para os construtores e pode ser o trunfo de Hamilton para tentar segurar Max.

A mesma coisa Sérgio Pérez. A segurada em Hamilton foi o momento mais lindo da corrida e com certeza da temporada do mexicano. Sempre vivendo entre altos e baixos, precisa ser menos instável para cumprir mais vezes o papel de escudeiro de Max. Hoje foi um desses dias e foi premiado com o pódio. Importante para a confiança de Checo.

No resto do pelotão, Leclerc arriscou e quase foi para o pódio. Saindo do fim do grid, Sainz poderia ter sorte melhor se estivesse em condições plenas. A Ferrari se adaptou melhor a Istambul do que a McLaren, com o apagadíssimo Ricciardo (a tônica voltou?) e o regular Norris. Alonso teve a corrida prejudicada na primeira curva pelo ensaduíchado Gasly. Ocon foi o primeiro a completar uma prova sem realizar pit stops, o que não acontecia desde Mika Salo com o GP de Mônaco de 1997. Valeu o ponto e a teimosia de arriscar até o fim.

Vettel tentou ir com os pneus médios e mal se manteve na pista. Certamente isso desencorajou o restante e foi uma opção a menos para o final de prova. Stroll na chuva é um piloto correto. E é isso.

Nesse sobe e desce, Hamilton e Mercedes desperdiçam mais uma chance. Verstappen de novo maximiza e Bottas brilha naquela que pode ter sido a última vitória na Mercedes. E vem muito mais por aí.

Confira a classificação final do GP da Turquia: 


Até!

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

INGREDIENTE A MAIS

 

Foto: Getty Images

A temporada 2021 da Fórmula 1 guarda ingredientes meticulosos a cada corrida. Alguns podem se repetir, mas os protagonistas não.

Depois de muita conversa nas últimas semanas, a Mercedes decidiu trocar o motor a combustão de Lewis Hamilton. Leia: motor a combustão e não toda a unidade de potência. É por isso que Hamilton vai perder 10 posições no grid ao invés de largar nos boxes. Sainz, por exemplo, vai largar dos boxes.

O interessante nisso tudo é que geralmente as equipes trocam os motores em circuitos onde buscam minimizar os danos, quando não há favoritismo. Na Turquia, com asfalto recapeado e clima seco, vimos o contrário. Hamilton sobrou e, em condições normais, seria favoritíssimo a vencer. 

Lembrando sempre que existe a possibilidade de chuva no sábado e no domingo, o que novamente embaralha tudo e transforma em loteria, o que beneficia Hamilton, saindo de trás.

Leclerc mostra que a Ferrari pode brigar pelo pódio se Mercedes e Red Bull, com a linda pintura homenageando a Honda, vacilarem. Verstappen pareceu um pouco mais comedido, sendo até superado por Pérez. Coisas de Ferrari: trocar motor quando a equipe tem chance de pontuar, mas é o planejamento, né? Seria muito oportunismo da minha parte cornetar isso...

Com possibiidade de chuva, Hamilton largando mais atrás e a responsabilidade nas mãos de Verstappen: roteiros parecidos que se repetem, dando um ingrediente a mais para Istambul nesse final de semana onde, como sempre escrevo, cada ponto vai decidir o campeão da temporada.

Confira os tempos dos treinos livres:




Até!


quinta-feira, 7 de outubro de 2021

GP DA TURQUIA: Programação

 O Grande Prêmio da Turquia fica localizado no autódromo de Istanbul Park e foi inaugurado em 2005, permanecendo na F1 até 2011. Em 2020, com a pandemia do coronavírus, a pista volta para o calendário da Fórmula 1, mantida em 2021 pelo mesmo motivo.

Foto: Wikipédia

ESTATÍSTICAS:

Melhor volta em corrida: Juan Pablo Montoya - 1:24.770 (McLaren, 2005)

Pole Position: Sebastian Vettel - 1:25.049 (Red Bull, 2011)

Último vencedor: Lewis Hamilton (Mercedes)

Maior vencedor: Felipe Massa - 3x (2006, 2007 e 2008)


CLASSIFICAÇÃO:

1 - Lewis Hamilton (Mercedes) - 246,5 pontos

2 - Max Verstappen (Red Bull) - 244,5 pontos

3 - Valtteri Bottas (Mercedes) - 151 pontos

4 - Lando Norris (McLaren) - 139 pontos

5 - Sérgio Pérez (Red Bull) - 120 pontos

6 - Carlos Sainz Jr (Ferrari) - 112,5 pontos

7 - Charles Leclerc (Ferrari) - 104 pontos

8 - Daniel Ricciardo (McLaren) - 95 pontos

9 - Pierre Gasly (Alpha Tauri) - 66 pontos

10- Fernando Alonso (Alpine) - 58 pontos

11- Esteban Ocon (Alpine) - 45 pontos

12- Sebastian Vettel (Aston Martin) - 35 pontos

13- Lance Stroll (Aston Martin) - 24 pontos

14- Yuki Tsunoda (Alpha Tauri) - 18 pontos

15- George Russell (Williams) - 16 pontos

16- Nicholas Latifi (Williams) - 7 pontos

17- Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) - 6 pontos

18- Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) - 1 ponto


CONSTRUTORES:

1 - Mercedes - 397,5 pontos

2 - Red Bull Honda - 364,5 pontos

3 - McLaren Mercedes - 234 pontos

4 - Ferrari - 216,5 pontos

5 - Alpine Renault - 103 pontos

6 - Alpha Tauri Honda - 84 pontos

7 - Aston Martin Mercedes - 59 pontos

8 - Williams Mercedes - 23 pontos

9 - Alfa Romeo Ferrari - 7 pontos

MAIS CORRIDAS CLASSIFICATÓRIAS EM 2022

Foto: Getty Images

Se em 2021 tivemos a introdução desse novo formato em três etapas, a tendência é que em 2022 isso seja colocado em prática em um terço do campeonato.

Quem diz isso é Stefano Domenicali, chefão da F1. O calendário da temporada 2022 sai no dia 15 de outubro, com 23 corridas confirmadas. Se seguir a lógica de um terço, certamente teremos as corridas classificatórias no mínimo em sete ou oito etapas.

“Dissemos, no começo do ano, que haveria três testes neste ano para assegurar que tínhamos o plano certo para o futuro. Diria que a grande maioria dos comentários que recebemos foram totalmente positivos, super positivos. Os promotores estão super felizes porque há algo novo e muito importante na sexta, no sábado e no domingo.

Estamos recebendo esse retorno positivo e, portanto, precisamos saber no ano que vem que teremos um ótimo plano que também vai levar em consideração os pontos destacados por pessoas que não gostaram muito desse formato. Contudo, de forma geral, tem sido um sucesso incrível", disse para a Sky Sports.

Domenicali frisou, no entanto, que ainda não foi decidido em quais corridas serão implementadas as corridas classificatórias, nem se haverá repetição em relação as desse ano (Silverstone, Monza e Interlagos).

"O que posso dizer é que não vamos a todos os lugares com o formato das corridas sprint porque isso é algo que queremos manter por um terço das corridas, mais ou menos, e nos conectar com uma certa forma diferente de dar recompensas, pontos, ou conectar com circuitos específicos que, como se sabe, vão fazer a diferença.

“Portanto, há muito o que pensar. Vamos envolver também todos os acionistas, emissoras, pilotos, equipes, promotores e os fãs. Não devemos esquecer que nosso papel é tomar a decisão estratégica e levar em consideração todos os pontos de vista de todo mundo”, concluiu.

Bem, só o impacto financeiro pode justificar, porque o que vimos foi a chatice usual, tanto que até pilotos e chefes de equipes reclamaram. Como sempre, a F1, a FIA e a Liberty andam na contramão do esporte.

CORRIDA DEMAIS
Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio

Com a previsão de ter 23 corridas em 8 meses em 2022, no calendário mais extenso da história, a tendência de reclamações é só aumentar. Equipes e pilotos não gostam da sequência de três corridas consecutivas, o que é um fardo não só para eles, mas principalmente para os funcionários das equipes que não estão nos holofotes. Muito trabalho, pouco descanso e muito tempo distante da família.

Bernie Ecclestone, o eterno chefão da F1, diz ser contra esse excesso de corridas.

"18 corridas são o bastante. Mas agora isso está destruindo muitas famílias com esse estresse desnecessário e atropela a saúde", disse para o site GrandPrix.com.

Para Bernie, o excesso de corridas também é prejudicial para os fãs e para a televisão, banalizando os grandes prêmios, fazendo com que eles percam a importância.

"É assim que você irrita até os maiores fãs e destrói o interesse da TV também”, completou.

Faz sentido. Com um calendário cheio, as corridas perdem importância para assistir. Ah, não vou acordar de madrugada ou cedo pra ver corrida X, tem outras 20 durante o ano. É a mesma lógica do futebol. Um calendário mais enxuto valoriza a categoria e cria a expectativa necessária para cada corrida, valorizando cada país pertencente ao calendário. 

Curioso pra saber o impacto disso a médio/longo-prazo, mas não acredito que seja benéfico para as equipes. Se não for benéfico para eles, aí sim pode haver alguma tentativa de mudança.

TRANSMISSÃO:
08/10 - Treino Livre 1: 5h30 (Band Sports)
08/10 - Treino Livre 2: 9h (Band Sports)
09/10 - Treino Livre 3: 6h (Band Sports)
09/10 - Classificação: 9h (Band e Band Sports)
10/10 - Corrida: 9h (Band)


terça-feira, 18 de maio de 2021

MAIS MUDANÇAS

 

Foto: Motorsport

O efeito da nova onda do Covid não poderia chegar em um timing pior para a Turquia. Com o agravamento da situação no país, que está suspendendo viagens internacionais, os turcos perderam de uma só vez o GP da Turquia e a final da UEFA Champions League pelo segundo ano consecutivo. 

A corrida em Istambul já entraria no lugar do Canadá pelo mesmo motivo do Covid, o que forçou a F1 a tomar uma decisão rápida. O GP da França foi antecipado para o dia 20 de junho e, no dia 27, a organização adicionou uma corrida extra na Áustria, onde a F1 novamente irá correr duas vezes, nos dias 27 de junho e 4 de julho.

A organização do GP do Azerbeijão, corrida do dia 6 de junho, não aceitou inverter a data da prova com a Turquia, o que viabilizaria tudo e não resultaria essa situação, em virtude de ter um jogo da Eurocopa marcado para o dia 14/06. Portanto, seria impossível para a cidade e o país receberem dois eventos grandiosos no mesmo final de semana.

Honestamente? A F1 já tinha caído para cima e, nessa situação, foi mais para cima ainda. O GP da Turquia é legal e é uma pena que não haverá corrida por lá, mas a Áustria, por ser um traçado rápido e curto, proporciona muitas disputas e está entregando ótimas corridas desde que retornou ao calendário da F1. Então, duas corridas por lá é uma grande notícia, mesmo que as circunstâncias não sejam tão propensas a celebração.

Até!


sexta-feira, 13 de novembro de 2020

AQUECENDO OS MOTORES

 

Foto: Getty Images

Já começo o post avisando que um texto sobre o futuro de um Grande Prêmio no Brasil será postado na semana que vem, com mais calma. Gostaria de abordar outros assuntos antes nessa que deve ser a corrida que vai sacramentar o heptacampeonato de Lewis Hamilton.

O foco de hoje é a Red Bull. Desde o anúncio da saída da Honda para o final do ano que vem, estão pipocando muitas coisas sobre quem será o novo fornecedor de motores. Se falou do retorno da Renault, por regulamento, mas parece que pode existir um desfecho positivo envolvendo os japoneses.

Segundo o consultor Helmut Marko, são boas as chances da Red Bull continuar tocando o projeto da unidade de potência dos japoneses por conta própria. Um acordo precisa ser finalizado, além da questão técnica das fábricas e a cooperação das duas empresas. Ele vai para o Japão resolver essas questões. Se os taurinos conseguirem êxito, pode ser um trunfo interessante para a sequência do projeto, além de ser uma questão que desde a McLaren o pessoal tem a curiosidade de saber como seria para uma equipe de fábrica fazer o próprio motor (excluindo Mercedes, Ferrari e Renault, claro).

Marko confirmou que Yuki Tsunoda vai estar na Fórmula 1 ano que vem, basta o japonês terminar entre os três primeiros na Fórmula 2. Mais um pé na bunda para Kvyat e provavelmente para Albon, que prefere cair atirando do que tentar uma redenção, se ele tivesse essa opção, é claro. Não é injusto.

Na fria e no novo recapeamento da pista de Istambul, os pilotos relataram estar "correndo no gelo". Muita dificuldade para aquecer os pneus e fazer boas voltas, com muitas rodadas. Verstappen liderou os dois treinos e até a Ferrari andou entre os primeiros, mas isso só serve para deixar o panorama ainda mais incerto e atrativo para o classificatório e a corrida, provavelmente consagradora para Lewis Hamilton.

A F1 tenta se aquecer nesse final de temporada único e maluco mas que poderia ser bem melhor se a Mercedes tivesse um adversário, frase essa que está sendo repetida desde 2014. 

Confira a classificação dos treinos livres para o GP da Turquia:



Até!


quinta-feira, 12 de novembro de 2020

GP DA TURQUIA: Programação

 O Grande Prêmio da Turquia fica localizado no autódromo de Istanbul Park e foi inaugurado em 2005, permanecendo na F1 até 2011. Em 2020, com a pandemia do coronavírus, a pista volta para o calendário da Fórmula 1.

Foto: Wikipédia


ESTATÍSTICAS:

Melhor volta em corrida: Juan Pablo Montoya - 1:24.770 (McLaren, 2005)

Pole Position: Sebastian Vettel - 1:25.049 (Red Bull, 2011)

Último vencedor: Sebastian Vettel (Red Bull)

Maior vencedor: Felipe Massa - 3x (2006, 2007 e 2008)

E VOLTA O CÃO ARREPENDIDO...

Foto: Getty Images

A informação é do Grande Prêmio. Sem qualquer indicativo de que possa ter um aval das autoridades competentes para as liberações ambientais do tal autódromo de Deodoro, a direção da categoria resolveu voltar a olhar a realidade e já trabalha para tentar realocar o autódromo de Interlagos no calendário de 2021.

No mês passado, o futuro ex-chefão Chase Carey enviou um documento para Cláudio Castro, governador interino do Rio de Janeiro, uma carta lobby para liberar a área do autódromo para que as obras iniciassem. 

O Inea, por sua vez, assinou um parecer com dúvidas, erros e irregularidades no relatório enviado pela EIA (Estudo de Impacto Ambiental), o que esfriou a situação.

A questão vai além: no final de outubro, Carey voltou a entrar em contato com a organização do autódromo de Interlagos no mesmo momento em que encerrava o prazo de 45 dias para que a Rio Motorsports, "detentora" dos direitos da F1 a partir de 2021, realizasse as garantias financeiras estipuladas na minuta.

Bom ver que a F1 saiu da fantasia e entrou na realidade. Agora só falta finalmente entender que essa Rio aí não vai pagar nada, mas aí é uma outra conversa.

... COM SUAS ORELHAS TÃO FARTAS

Foto: Autosport.pt

Toto Wolff, apesar de todo o drama, vai continuar como chefão da Mercedes até o fim de 2021. Ele confirmou a informação para a emissora austríaca ORF.

Alegando cansaço e saúde debilitada, o alemão disse que gostaria de estar num cargo na equipe alemã onde não precisasse viajar tanto. 

Apesar de começar a procurar substitutos, essa é uma decisão para o longo-prazo. Enquanto ele e a equipe não encontram o candidato ideal, Toto vai seguir desempenhando suas funções normalmente.

“Quando chegar a hora certa, vou continuar em outra função. Como acionistas, precisamos pensar no que é melhor para a equipe. Agora não é a minha hora de ir embora porque ainda não encontramos ninguém a quem eu possa entregar o bastão.

Estou ocupado tentando encontrar o melhor homem ou mulher para me suceder. Se tiver sucesso, posso assumir uma nova função. Sempre achei que não deveria ir de muito bom para bom, porque então alguém estaria mais apto para assumir. Sinto que ainda posso dar uma contribuição, mas quero pensar no futuro sobre como eu quero a estrutura da equipe no futuro.

Acho que vou ficar por mais um ano e vou de fato continuar como chefe de equipe. Acho que os próximos dois anos podem ser uma situação interessante e, enquanto estiver curtindo, quero seguir fazendo isso.

Sei que terei de treinar lentamente meu substituto, e ele poderá trabalhar ao meu lado no ano que vem. Depois, talvez dirija [a equipe] em paralelo por um ano e, depois, assisto às corridas da TV em casa", afirmou.

O drama também serve para valorizá-lo, seja lá para qual desafio Toto queira ir no futuro. Ir para casa talvez seja um desejo primário de descanso, mas pessoas como ele não vão aguentar ficar no sofá se coçando por muito tempo. Essas pessoas vivem por desafios estabelecidos e alcançados. Enquanto a Mercedes não perder a hegemonia, essa chama vai continuar em fogo baixo. Imagina se a Mercedes perde? O papo de ir para casa vira balela.

CLASSIFICAÇÃO:
1 - Lewis Hamilton (Mercedes) - 292 pontos
2 - Valtteri Bottas (Mercedes) - 197 pontos
3 - Max Verstappen (Red Bull) - 162 pontos
4 - Daniel Ricciardo (Renault) - 95 pontos
5 - Charles Leclerc (Ferrari) - 85 pontos
6 - Sérgio Pérez (Racing Point) - 82 pontos
7 - Lando Norris (McLaren) - 69 pontos
8 - Carlos Sainz Jr (McLaren) - 65 pontos
9 - Alexander Albon (Red Bull) - 64 pontos
10- Pierre Gasly (Alpha Tauri) - 63 pontos
11- Lance Stroll (Racing Point) - 57 pontos
12- Esteban Ocon (Renault) - 40 pontos
13- Daniil Kvyat (Alpha Tauri) - 26 pontos
14- Sebastian Vettel (Ferrari) - 18 pontos
15- Nico Hulkenberg (Racing Point) - 10 pontos
16- Kimi Raikkonen (Alfa Romeo) - 4 pontos
17- Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) - 4 pontos
18- Romain Grosjean (Haas) - 2 pontos
19- Kevin Magnussen (Haas) - 1 ponto

CONSTRUTORES:
1 - Mercedes - 479 pontos
2 - Red Bull Honda - 226 pontos
3 - Renault - 135 pontos
4 - McLaren Renault - 134 pontos
5 - Racing Point Mercedes - 134 pontos
6 - Ferrari - 103 pontos
7 - Alpha Tauri Honda - 89 pontos
8 - Alfa Romeo Ferrari - 8 pontos
9 - Haas Ferrari - 3 pontos

TRANSMISSÃO












terça-feira, 25 de agosto de 2020

VÍDEOS E CURTINHAS #40

 

Foto: Alfa Romeo

Salve, pessoal! Notícia é o que não falta para este post, então vamos lá, sem enrolação:

- Apesar de Callium Ilott ser o líder do campeonato e o estreante Robert Shwartzman ser o segundo melhor piloto da academia da Ferrari na F2, a tendência mesmo é que Mick Schumacher esteja na F1 em 2021. Pelo que disse Mattia Binotto, a intenção, é claro, que o Schumaquinho comece na Haas ou na Alfa Romeo, equipes parceiras dos italianos. Talvez fosse uma decisão óbvia, mas Mick vem se mostrando um piloto apenas comum na F2. 

Como escrito antes, Ilott está merecendo mais e Shwartzman é muito mais talentoso. Enfim, Mick vai subir pelo sobrenome como todos sabiam. O mais engraçado é que se o alemão conseguir um resultado espetacular nas primeiras corridas, ninguém vai lembrar do "histórico na base". Sainz Jr e Vandoorne estão aí para lembrar disso.

Foto: Getty Images

E a Williams finalmente foi vendida. O anúncio foi na semana passada. O fundo de investimento americano Dorilton Capital efetuou a compra, sem valores divulgados publicamente. Oficialmente, a Williams deixa de ser uma garagista, o fim de uma era. Francamente, a Williams que todo mundo conhecia acabou com o fim da parceria com a BMW. O que vimos nos últimos 15 anos foi uma triste decadência que levou até esse momento. Com esse tal fundo de investimento e o papai Latifi bancando tudo, os ingleses pelo menos irão sobreviver. Eu fico pensando: o que leva um fundo de investimentos a comprar uma equipe de Fórmula 1? Como são um fundo, duvido muito que estejam no jogo só para lavar dinheiro. Eu aposto que, dentro de alguns anos, irão passar o negócio adiante recebendo menos do que gastaram.

Foto: Racer

- Jean Todt e Roger Penske em Indianápolis, no final de semana. O presidente da FIA disse abertamente que gostaria que a F1 voltasse para o Brickyard, onde teve provas entre 2000 e 2007. Tudo depende, é claro, da Liberty, que certamente deve achar mais interessante correr nas ruas de Miami... ah, além disso, aposto que aquela curva com esses pneus farofa iam causar muito temor em alguns telespectadores mais frescos... volta, Indianápolis!

Foto: FIA

A FIA anunciou as últimas quatro datas da temporada 2020. Como surpreendente, temos o retorno do GP da Turquia, ausente desde 2011 e sempre lembrado como o palco da primeira vitória de Felipe Massa, o maior vencedor nesse circuito. Além disso, teremos duas corridas no Bahrein (o GP do Bahrein e o GP de Sakhir), com a temporada se encerrando, é claro, em Abu Dhabi, no dia 13 de dezembro. Como escrito antes, é legal esse retorno a pistas esquecidas e que certamente nunca estarão de volta em situações normais. Seria bem legal se a Malásia retornasse. É um dos melhores traçados feitos pelo Tilke e faz falta no calendário. Confira as datas das corridas restantes na temporada 2020:

30/08 - GP da Bélgica
06/09 - GP da Itália
13/09 - GP da Toscana (Mugello)
27/09 - GP da Rússia
11/10 - GP de Eifel (Nurburgring)
25/10 - GP de Portugal
01/11 - GP de Emília-Romagna (Ímola)
15/11 - GP da Turquia
29/11 - GP do Bahrein
06/12 - GP de Sakhir
13/12 - GP de Abu Dhabi

Foto: Getty Images

Dono de uma boate na Sardenha, ele mandou reabrir em meio a pandemia. Lá, 60 pessoas, entre frequentadores e infectados, foram infectados com o covid. Depois, foi jogar bola numa pelada, sendo um dos jogadores Sinisa Mijalhovic, atual técnico do Bologna, que depois também esteve com covid.

Aos 70 anos, Flavio Briatore está internado em um hospital em Milão em estado grave em decorrência do coronavírus. Não duvide da gripezinha. Melhoras ao chefão, um dos malvados favoritos da história da F1.

Vídeos: hoje faz 35 anos da última vitória de Niki Lauda. Aproveite!

Como essa semana é o Grande Prêmio da Bélgica, impossível não postar a histórica ultrapassagem de Mika Hakkinen em Michael Schumacher há vinte anos:




Até!