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| Foto: Getty Images |
Certas coisas são inevitáveis em um ambiente que, embora coletivo enquanto equipe, é estritamente individual, individualista e egoísta: a disputa de título.
A história não mente. Ao longo das décadas, vimos rivalidades lendárias, grande parte delas oriundas da própria equipe. Em muitas, amizades foram desfeitas e rivalidades viscerais entraram para a história. Eu sei em quais delas você está pensando.
A McLaren 2025 é a busca pelo inevitável. Carro dominante, dois pilotos protagonizando ponto a ponto o certame. É inevitável certas faíscas. Norris quase bateu em Piastri no Canadá e o que vimos foi alguém constrangido por querer tentar.
O que vimos em Monza é a antítese do esporte. É a McLaren se intrometendo ao dizer que "não vai se intrometer". Quer deixar a disputa na pista, mas faz exigências para isso acontecer. A culpa não é só deles, claro.
Ninguém quer ser o vilão ou o primeiro a partir para o conflito. Imagem é tudo, né? Norris e Piastri se sentem confortáveis, querendo ser as vítimas. Nem parecem que estão disputando um campeonato mundial que, com o novo regulamento, talvez seja a única oportunidade, o único cavalo encilhado da vida de ambos.
Não é um pedido para a irracionalidade, a guerra ou a agressões, mas a equipe e os pilotos precisam querer competir. Quando a McLaren erra no pit stop do coleguinha, o "beneficiado" não tem nada a ver com isso. Pararam Norris antes porque quiseram, ninguém os obrigou.
Quando Lando abandonou na semana passada, por lógica, a equipe deveria mandar Piastri abandonar também? Afinal, o australiano ganharia uma vantagem fundamental graças a um "erro" ou "problema" que Lando não pode controlar. Seria injusto, afinal. Imagina se isso decide o campeonato?
A equipe pode pedir, perguntar ou exigir o que quiser. O problema é a personalidade do piloto aceitar. Há vários motivos para isso, mas, olhando de fora, parece que falta gana e o apego a imagem de bonzinho ou "ganhar com ética", como se beneficiar de um erro alheio fosse um problema moral ou ausência de caráter.
Pode ser que, no futuro, isso não faça diferença para Piastri, mas e Norris? Vai tentar algo diferente nessa reta final de campeonato? Alguém acha que um Piquet, Lauda, Prost, Clark, Fangio, Senna, Hamilton, Vettel, Schumacher, Alonso ou Hamilton fariam o mesmo? A risada de Max no rádio é a resposta emblemática.
Parece que, em 2025, ninguém quer ser campeão. Para a McLaren, tanto faz como tanto fez, mas os pilotos precisam querer mais. Até quando essa falsa camaradagem vai prevalecer? Todo mundo quer ver uma briga visceral e não excesso de fair play.
Alguém vai precisar se sujar. Pode ser a única chance da carreira de ambos indo para o espaço.
Até!



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