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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

O ESCOLHIDO

 

Foto: Getty Images

 

O campeonato mais longo da história não vai premiar injustiça. Quer dizer... nenhum campeonato é justo. Na verdade é o contrário. Quanto maior o campeonato, mais possível é errar. O acúmulo de erros pode definir um campeonato.

Em um calendário menor, erros são muito mais fatais. Esse campeonato teve uma mistura de 1999 com 1996 e 1997. Muitos erros em um calendário lotado, onde na maior parte do tempo dois pilotos da mesma equipe disputavam o título com um azarão quase fazendo história, que também só perdeu porque errou.

Todos erram. Raras são as temporadas perfeitas. De cabeça, dá pra lembrar de Vettel, Schumacher, Hamilton, Verstappen. O desfecho do campeonato não foi sobre quem errou mais ou menos. Qualquer narrativa pode ser válida.

Piastri errou na Austrália, bateu em Baku e sumiu na reta final. Norris bateu no Canadá e teve o motor estourado na Holanda. Verstappen bateu em Russell na Espanha, foi atropelado por Antonelli na Áustria e se viu na turbulência do fim da era Horner até a metade do campeonato, quando se deu conta de que poderia sonhar com a taça.

Ganhou o melhor carro. Parece pleonasmo ou alguém que descobriu a pólvora, mas em 2025 é um fato. O melhor piloto da temporada não foi campeão. Em 2012 não foi, em 2016 não foi também e tantos outros exemplos.

O grande mérito de Lando Norris foi crescer no pior momento, o chamado clutch pós-Holanda, quando tudo parecia se encaminhar para Piastri. O australiano deu uma de Webber (seu empresário) ou de Alonso contra Vettel? A única pulga atrás da orelha é tentar compreender como alguém que quase foi irrepreensível até Baku virou um Irvine no momento mais decisivo do certame.

Méritos para Norris, que foi um Hakkinen de 1999. Campeão “culposo”. Errou, mas brilhou quando poderia e quando precisava. Aliás, uma terrível coincidência, sempre ela: o cara simplesmente já é o que mais correu pela McLaren na história. Fruto de longas temporadas, os números evaporam com nossa tendência saudosista de proteger nosso passado perfeito.

Escrevi aqui, em 2017, para ficarmos de olho em Lando. Pois bem, o título veio quase uma década depois. Mesmo assim, não parece ser o melhor da atual geração. Excluindo Max, vejo Charles e Russell com mais ferramentas, mais completo. Norris tem o principal: o carro.

O trunfo é de Zak Brown. Há dez anos, o grande momento da McLaren no ano era Alonso brincar de cameraman em Interlagos depois do motor Honda pifar e ser alvo de chacota por anos. A reestruturação veio junto com o retorno do papaya, culminando no 13° título de pilotos da história, 17 anos depois daquele título de Hamilton em Interlagos, sempre no detalhe.

Quem aproveita a chance entra para a história. Não sabemos o que o novo regulamento nos aguarda. Alguém se importa com a carreira de Jacques Villeneuve depois de 1997? Pois bem...

Agora a pressão está em Piastri. Será que ele reage ou fica oficializado como o David Coulthard/Mark Webber da nossa geração? Em talento, é muito superior a ambos. Tem condições de personalidade e de política interna para ambicionar algo a mais? Só o tempo irá responder.

O bicho papão foi domado pelos problemas do próprio time. Nunca é demais para reiterarmos: jamais duvidar de Max Verstappen, aquele que consegue ter uma temporada maior quando é vice do que em 2023. É assim que os campeões são feitos, respeitados e imortalizados na memória dos fãs.

Aguardemos o que 2026 e a nova era da F1 tem a nos oferecer. 22 carros na pista é um sinal positivo. Só falta voltar com Sepang e eliminar 95% desses circuitos de rua horríveis, tirar o protagonismo de Abu Dhabi e diminuir o calendário de março para outubro. Corrida demais torna algumas etapas altamente dispensáveis até para o curso do campeonato.

Parabéns para o escolhido de Zak Brown há quase uma década: a Inglaterra e a McLaren tem um novo campeão do mundo.

Até!


quinta-feira, 10 de julho de 2025

A PERESTROIKA TAURINA

Foto: Getty Images

Fim de uma era. Christian Horner não é mais o chefão da Red Bull. Como em quase tudo nessa organização, a saída de cena foi a pior e mais fria possível. Tudo bem, o clima por lá está horrível há anos, mas o mundo dos negócios (ou da vida) é assim mesmo: você é lembrado pela última corrida.

Claro, Horner não saiu em virtude disso somente. É um acúmulo de problemas internos e que viraram públicos na Red Bull. Desde o escândalo do assédio a uma funcionária da equipe e a briga com Helmut Marko pelo controle do time após a morte de Dietrich Mateschitz. Quem mantinha Christian por lá eram os acionistas tailandeses. A julgar pelo que aconteceu, a queda de braço foi vencida pelo caolho.

A principal jogada pode ter sido feita pelo maior apoiador que um homem pode ter a essa altura do campeonato: Max e a família Verstappen. É nítido e notório que Max defende Marko, que o trouxe para a F1 ainda garoto. O pai, Jos, nem se fala. Se a escalada de acontecimentos pareciam ter chegado ao ápice anteriormente, por que a mudança abrupta, justo agora?

Se tratando de Red Bull, não é surpresa o modus operandi. Esqueça a subida de Lawson, a chegada de Hadjar em detrimento de Colapinto e a tentativa de comprar o time às escondidas depois da morte do Mateschitz. Algo bem simples surge como fato novo em 2025. O contrato e o futuro de Verstappen.

O holandês pode escolher o que fazer. Pela claúsula de desempenho, desse jeito ele pode sair da Red Bull ainda no fim do ano, mesmo com contrato longo. A imprensa europeia andou veiculando com veemência na semana passada uma possível aproximação com a Mercedes, que o sonda e namora há tempos.

Diante da iminente perda, era hora do último truque: tirar o chefe que Verstappen e o pai não suportam e passar tudo para o comando do amigo e aliado Helmut Marko. Ignore que ele é um senhor de idade avançada. Tirar Horner de cena, ignorando os 20 anos de sucesso com o time que ele criou, é o último recurso para a esperança da Red Bull ser, de fato, do jeito que Verstappen e seus aliados querem.

Talvez isso não seja o suficiente. E se Max se cansar do ambiente e optar por algo novo? Há a fadiga dos metais. Lembrem-se: a saída de Horner não é caso isolado. Newey e Wheatley, figuras fundamentais, também já tinham deixado a Red Bull. Sinal de como as coisas andam por lá? Pode ser que sim, pode ser que não, mas não é coincidência a queda da hegemonia da equipe, mesmo justificando o foco no ano que vem.

Pode ser que esse movimento não seja o suficiente para convencer Verstappen. Talvez ele tenha percebido que, para ser campeão, é necessário sair e, hoje, os taurinos não oferecem aquilo que ele quer, além da saída de Horner, é claro.

Laurent Mekies, que era o chefão da satélite Racing Bulls, vira o novo chefe de equipe. Como consequência, Alan Permane o substitui no time B da Red Bull. Ainda acredito que um Vettel vai voltar para ser consultor. A Red Bull precisa de referências porque o time está ficando sem elas e pode estar em vias de perder a principal de sua história, além de Horner, é claro.

Assim, de forma melancólica, chega ao fim a era de um dos chefes de equipe mais poderosos pós Ron Dennis, Briatore e Frank Williams. Ele certamente voltará. Estejamos atentos. Horner é capaz de voar sem precisar de energéticos.

Até! 
 

quarta-feira, 26 de março de 2025

ELES AINDA NÃO ENTENDERAM

 

Foto: Divulgação/Red Bull


Como esperado, em duas corridas Liam Lawson virou o pior piloto do mundo. Este título já pertenceu a Sérgio Pérez, Alexander Albon, Pierre Gasly, Daniel Ricciardo, Daniil Kvyat, entre outros...

Isso que nem considero os pagantes como Mazepin e Stroll, por exemplo.

Existem duas discussões distintas sobre a questão Lawson: ele já merecia subir direto para a Red Bull sem tanta experiência ou resultados que justificassem isso? Não.

Ele é um piloto ruim? Não.

Isso diz mais sobre o comando e a cultura da Red Bull do que os pilotos demissionários. Desde Vettel, a equipe se volta para um piloto só. Webber não foi vice nenhuma vez durante o tetracampeonato do alemão.

Até aí, tudo normal. Pega Hamilton com a Mercedes e a McLaren pós Alonso, Schumacher, o próprio espanhol, Hakkinen... A exceção é quando colocam dois pesos pesados, questões políticas ou quando um carro é tão superior ao resto que aí é permitido um conflito interno, vide Hamilton vs Rosberg.

É evidente que a Red Bull vai fazer tudo ao redor de Max Verstappen, desde o carro até as características que extraiam o melhor do estilo de pilotagem. Vocês são inteligentes. Todo mundo que pega esse segundo carro vira um pangaré constrangedor. Será que todos eles são ruins?

Qual a solução? Daqui a pouco, Lawson será a próxima vítima. Os cotados para irem a abatedouro são Tsunoda e até Franco Colapinto, o cara mais assediado do paddock no momento.

Como recusar a Red Bull, que tem duas equipes? Dizem que Tsunoda sai no fim do ano, quando também se encerra a parceria com a Honda. 

A regra não permite um carro por time, mas há solução para os taurinos? Como fazer com que um piloto razoável não pareça um Ide para Helmut Marko?

Perseguiram Checo por anos, pediram a cabeça dele por um novato mediano qualquer e o resultado está aí. Eles não entenderam. Alguns de vocês também não.

Espero que, agora, que os pingos tenham ficado em todos os is.

Até!


terça-feira, 7 de janeiro de 2025

ODE À CHECO

 

Foto: Franck Robichon

O rapaz apoiado por Carlos Slim chegou na F1 graças a Ferrari. Piloto da academia da equipe, o mexicano repetiu a trajetória de Felipe Massa na década passada. Aproveitando a estreita ligação com o time de Peter Sauber, Pérez começou a roubar a cena em 2012.

Antes, um susto. Capacete em homenagem a Chapolin e uma batida forte em Mônaco. Agora sim. Malásia. Ninguém imaginava, mas Pérez estava próxima da primeira vitória da carreira. Com a Sauber. Uma das facetas de Checo se mostravam: à la Button, ele podia se sobressair em cenários improváveis. Aproveitar a oportunidade.

Até hoje o pessoal acredita que ele “escapou” e não apertou Alonso justamente por ser um piloto da academia da Ferrari na época. Não importa. Aos poucos, Pérez deixou de ser apenas um piloto pagante para se destacar e virar sensação.

A ironia da vida: o homem que brigou com Hamilton na década seguinte foi o escolhido para substituir Lewis na McLaren. Um peso e tanto. Com Button do outro lado e o início da decadência do time de Woking, não faltaram notícias de comportamento arrogante e até bélico com o lorde Jenson. 

Pérez foi fritado em uma temporada. Sair da academia da Ferrari e deixar a McLaren poderia significar o fim de uma carreira que buscava o protagonismo. Começava ali o Journeyman.

Na Force India, outro cara badalado como companheiro: Nico Hulkenberg. E o mexicano não se intimidou: conseguia se sobressair e sempre brilhava com pódios improváveis e disputas certeiras. Pérez virou o cara que sempre aproveitava a “sorte” e mostrava, de fato, que além de Carlos Slim, ele tinha qualidade e talento para ser o melhor do resto, o melhor das nanicas, do meio de tabela.

Mesmo com a Force India piorando a situação financeira, foi o mexicano o responsável por salvar o time no primeiro momento. A chegada de Lawrence Stroll foi o canto do cisne. Pérez parecia que sairia de cena logo após o auge da carreira e a tão sonhada primeira vitória, colocando o México no topo depois de cinquenta anos.

A Red Bull o resgatou, desesperada por alguém que pudesse minimamente ajudar Max Verstappen a ser campeão do mundo. E o mexicano fez isso algumas temporadas. Foi duro com Hamilton e conquistou vitórias. Em algumas, dominou Max, o que é raro, visto que a equipe é feita para um piloto só.

Escrevi, na época, que não acreditava que Pérez seria um idiota comparado a Verstappen. Bem, a última temporada foi difícil. Diferença no acerto do carro, no talento e talvez até a idade pesassem no desempenho. No momento em que a Red Bull perdeu o domínio, Pérez não estava mais lá para ajudar Max. Apesar disso, o tetra veio.

Apesar de ter renovado o contrato para mais temporadas e um amplo aporte financeiro, os serviços prestados e a grana certamente ajudaram em uma despedida digna para o mexicano, o que os pilotos da casa não tiveram. Pode ser um adeus, mas tomara que seja um até logo.

Em um grid de agora 11 equipes, Pérez merece voltar para a categoria. O meio do grid o espera. Ele tem talento para isso ou ao menos uma temporada de adeus. O final abrupto não condiz com uma carreira limpa e vitoriosa de um dos últimos journeyman da F1. Um cara que chegou no auge e no topo longe das academias de pilotos e com quase dez anos de categoria.

Checo Pérez nunca fui e nunca será esse piloto que tentaram colocá-lo nos últimos anos. É preciso respeitar a história e o talento. Não falo apenas da Red Bull. Poucos fariam o que ele fez na Sauber e na falida Force India. A história jamais será apagada.

Quem se importa com o substituto? Ficou evidente para todos que Tsunoda só está lá por imposição da Honda e está de saída. Liam Lawson é um tapa buraco, afinal todos os jovens que foram para a Red Bull ser sombra de Max cumpriram esse papel. Um tapa-buraco inexperiente. 

A própria Red Bull nem se importa com uma escolha dessas. Até faz sentido. Se priorizam apenas um piloto, pra quê gastar tanto com outro? Bota um cara que certamente vai fazer de tudo para não passar vergonha na chance da vida e tá tudo certo, apesar de perder a grana de Carlos Slim.

E na dança das cadeiras, a vaga que sobra na equipe satélite da Red Bull (por que não voltam com Toro Rosso logo?) deve ser de Isack Hadjar, vice-campeão da F2.

5 novatos na próxima temporada. 25% do grid. Deve ser um recorde histórico da categoria. E, por ironia, o campeão e mais talentoso deles parou na pior vaga...

Obrigado, Pérez. Uma parte de mim lembra da sua ascensão no difícil ano de 2012, que também me remete a despedida de Schumacher e o crescimento de outro que está no topo hoje: Kendrick Lamar. Em breve explicarei tudo isso no Medium, me deem tempo!

Até!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

MAX, CHEGOU A HORA!

 

Foto: Mark Thompson/Getty Images

Esse texto está pronto desde antes do início da temporada. A expectativa era óbvia e se confirmou, embora em um roteiro diferente: Max Verstappen é tetracampeão mundial antecipado. 

Bem, ele igual o sogro, Nelson Piquet, ao coroar o título dessa vez em Las Vegas e com uma novidade: a Red Bull não é o melhor carro, e sim o terceiro. É isso que aponta a tabela de construtores. O que podemos concluir diante disso tudo?

O talento de Max faz a diferença, é claro;

A Red Bull aproveitou com exatidão o último momento onde sobrava para construir a gordura que garantiu, ao menos, a conquista de pilotos;

A McLaren, o melhor carro e futuro campeão dos construtores, ainda não voltou a ser uma equipe grande e comete muitos erros. Lando Norris não está pronto para ser um líder de time ou alguém considerado um futuro campeão do mundo.

As quatro equipes terem se embolado da Espanha em diante ajudou Max que, mesmo em dificuldades, não tinha nenhum adversário a altura. Os que poderiam incomodar não tinham carro para isso, como por exemplo Hamilton.

Bem, eu já pensava sobre o assunto do texto, mas o rumo da temporada pode mudar um pouco a argumentação, eu acho, mas vamos lá: 

Chegou a hora de Max Verstappen dar o próximo passo, que é sair da Red Bull.

Vocês lembram o início do ano: acusações do lado de Helmut Marko contra Christian Horner e os interesses internos do time, que virou uma pólvora depois da morte de Dietrich Mateschitz.

Talvez isso tenha antecipado e acelerado a saída de profissionais importantes da Red Bull, entre eles Jonathan Wheatley e, claro, Adrian Newey.

Esse é outro ponto fundamental. Já começando o processo de “quarentena”, Newey não desenvolveu mais o carro a partir do prosseguimento da temporada. Coincidência ou não, os taurinos despencaram até se tornar, na pontuação, a terceira força do campeonato.

Claro, sabemos que o segundo carro da equipe é feito para incinerar pilotos. Não pensem que um Lawson, Colapinto ou qualquer outro jovem faria muito diferente do que Pérez está fazendo. Vocês não sabem que a estrutura é feita para Verstappen. 

Assim como os grandes campeões, os segundões não tem muito o que fazer, vide Johnny Herbert, David Coulthard, Eddie Irvine, Rubens Barrichello, Giancarlo Fisichella, Heikki Kovalainen, Valtteri Bottas, entre outras.

Assim como os grandes campeões e outros nomes notórios, a partir do tetra e de todas essas condições que certamente Max conhece melhor que nós, chegou a hora do holandês tomar uma decisão:

Ele precisa deixar a Red Bull.

Quatro títulos na mesma equipe já é o suficiente. É difícil arriscar dessa forma, mas o novo regulamento de 2026 é uma incógnita. Há pouco tempo e margem para qualquer tentativa e erro, mas a Red Bull pode estar dando indícios de passagem de bastão e 2024 ser o canto do cisne em termos de dominância, a não ser que tudo esteja sendo guardado para 2026.

A saída da Red Bull não é nem uma questão de debandada de profissionais, fim de festa e natural relaxamento de todas as partes, mas também a necessária construção de um novo capítulo que os grandes campeões sempre fazem para se desafiar: trocar de equipe.

Schumacher deixou a bicampeã Benetton para ressuscitar a Ferrari. Demorou, mas deu certo. Claro, os tempos eram outros e os testes infinitos. 

Nos contemporâneos, Vettel e Alonso tentaram, por diferentes razões e chegaram até próximos dos títulos. Hamilton fez a escolha mais certeira da carreira ao abandonar a equipe da infância (claro que é fácil escrever isso mais de dez anos depois), mas os grandes campeões, ou quase todos eles, deixaram a zona de conforto em busca de um desafio maior.

Hamilton, quarentão, vai realizar o sonho de ser um Ferrari e quem sabe ser o cara a quebrar o jejum de já 18 anos.

Verstappen escolheria o lugar que quisesse para fazer isso. Uma ida para a Mercedes seria um plot twist, a Ferrari pós-Hamilton é sempre sedutora por si só e reconduzir a McLaren aos tempos de glória é motivadora.

Sem contar que, com Adrian Newey e Stroll, vai que a Aston Martin não vira uma opção, embora seja algo mais pensamento desejoso de minha parte do que qualquer evidência.

Me parece que Max Verstappen cumpriu um último capítulo de glória no ciclo Red Bull.

Para entrar de vez no debate dos maiores da história, excetuando a frieza dos números numa época em que tem mais corridas por ano, menos quebras e mais dinastias, Max se desafiar em uma outra equipe é pelo legado no panteão da F1.

Só não sabemos se ele tem esse ego para permitir a mudança ou está satisfeito do jeito que está o que, convenhamos, é difícil de acreditar. A maioria dos grandes campeões não é feito disso, nem próximo desse material.

Até!

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

A F1 NÃO É RAP E A FIA NÃO É SÉRIA

 

Foto: Andreja Cencic/SOPA Images

“Temos que diferenciar nosso esporte - o automobilismo - da música rap. Não somos rappers, você sabe. Eles dizem palavrões quantas vezes por minuto? Não fazemos parte disso. Eles são assim e nós não.”

Palavras do presidente da FIA, Mohammed Bem Sulayem, sobre o excesso de palavrões dos pilotos nos rádios divulgados na transmissão de treinos e corridas. Como manter a calma, tranquilidade e civilidade quando sua vida pode estar em risco em curvas e defesas de posição à 300 km/h?

O presidente da FIA, que já foi piloto de rali, sabe disso, mas sabe se lá porque resolveu adotar esse espírito puritano inocente. Como se os pilotos de corrida, em milésimos de raciocínio numa reta, precisassem pensar milimetricamente sobre a forma ideal de se comunicar diante de uma disputa de posição ou problema no carro.

As crianças e o novo público que assiste a F1 vão começar a falar F1 porque Hamilton ou Verstappen falaram um “fuck” uma vez na vida? Os rádios não foram feitos para a transmissão, então podar o comportamento natural dos pilotos é algo completamente fora da lógica. Não estamos falando da coletiva pós-treino ou corrida ou algo que não seja tão de cabeça quente. Ninguém pediu para que as conversas fossem divulgadas para o público.

É evidente que muitos pilotos reagiram a isso. Norris, por exemplo. Além dele, o porta-voz da categoria fora da bolha, Lewis Hamilton com o certeiro discurso de estigmatizar e estereotipar o rap, em pleno século XXI, ano 2024, quase 2025. Voltamos para os anos 1990 e o gangsta rap? Precisamos da MTV e do Eminem para educar nossas crianças? Eles não são como nós, escreveu Kendrick.


Verstappen, um cara mais direto, disse um palavrão quando perguntado na coletiva, como exemplo de que somos humanos e nem sempre vamos falar as coisas mais floridas, principalmente durante uma competição e mais do que nunca no automobilismo, um esporte tão perigoso (e as pessoas parecem que esquecem disso).

O resultado? Multa de 50 mil euros e serviço comunitário. A reação do holandês? Responder somente “sim” ou “não” na coletiva seguinte, pós-treino classificatório. Depois, convidou os jornalistas para a verdadeira entrevista, numa espécie de zona mista ou cercadinho. O futuro tetra (será?) afirmou que esse também é um fator que pode fazer ele simplesmente largar a F1, além do calendário cada vez mais apertado. Honestamente, não acredito nisso, mas...

O mundo mágico da Liberty e da F1 é fantástico. Uma fala em respeitar os direitos de todos, em pluralidade, um ambiente sem preconceitos, mas teima em fazer acordos com ditaduras e encher o calendário de circuitos de rua que está todo mundo saturado.

A FIA está mais preocupada com o palavrão do Zhou brigando pelo 15° na volta 45 do que de criar mecanismos para a categoria não ser refém das montadoras e ter mais equipes competitivas no grid, aceitando a Andretti e evitando os casos constrangedores de campeões da F2 não terem vaga na categoria, como já aconteceu com Piastri, Drugovich, Théo Pourchaire e provavelmente Gabriel Bortoleto, o próximo premiado pelo clubinho cada vez mais fechado e elitista da F1.

Mas claro, o mais importante é não falar palavrão para o Josh, de 6 anos e que vive em Birmingham, repita o ídolo Lando Norris.

É mais importante salientar sobre os palavrões do que investigar o absurdo que é a Red Bull ter quatro carros para competir contra a McLaren e Norris, por exemplo. Sim, quatro, porque dessa vez ficou escancarado.

Na última corrida da carreira de Ricciardo, dispensado hoje, eis que o australiano fez a volta mais rápida da corrida. Ok, mas e daí? Daí que isso tirou um ponto de Norris, o que ajuda Max na briga pelo tetracampeonato. Coincidência? Olha, quando alguém fala no rádio para Verstappen que “Ricciardo fez a volta mais rápida e Norris perdeu um ponto”, no mesmo tom como se fosse um Pérez da vida, aí vira concorrência desleal, baderna, várzea.

No passado, a ex-Alpha Tauri, agora Visa Cash App Red Bull (tive que botar no Google, nem sabia que esse era o atual nome do negócio) já colocou Tsunoda na pista com o carro arrebentado para provocar safety car. É claro: isso não é um artifício exclusivo dos taurinos. Essa teoria da conspiração existe há muito tempo.

Em 1997, por exemplo, Norberto Fontana, da Sauber, fechou de propósito Villeneuve enquanto este caçava Schumacher na briga pelo título na última corrida, em Jerez. Anos depois, o argentino disse que fez isso depropósito a mando de Jean Todt, da Ferrari. A Sauber sempre foi uma “Ferrari B”, inclusive emprestando pilotos para a equipe, entre eles Felipe Massa. É claro que a declaração foi negada pela Ferrari e pelo então dono Peter Sauber, hoje futura Audi.


Nos últimos anos, também houveram suspeitas de equipes com motores Mercedes facilitarem para a equipe alemã nas disputas, principalmente nos últimos anos onde a rivalidade com a Ferrari e a Red Bull ficou mais quente.

Ou seja: é uma prática “comum”, embora ninguém admita e fique mais como teoria da conspiração. Pode ter sido uma grande coincidência ou um simples último ato de Ricciardo fazer a volta mais rápida na última volta da última corrida na carreira, mas que isso pode ajudar a equipe cliente a conquistar mais um título de pilotos, ah, isso pode.

Enfim, pode ser que esse texto esteja procurando muitos pelos nos ovos. Desculpem, esqueci que a F1 agora só vai melhorar sem palavrões nos rádios dos times. É pelas crianças, é pelo exemplo.

Eu vejo o que eles falam sobre a F1 na TV e não é sério...



domingo, 22 de outubro de 2023

ASSOALHOS

 

Foto: Chris Grayten/Getty Images

Da série "corridas que não vi": campeonato decidido, trabalhando no jogo do Inter (histórico, aliás...). Bom, li que Verstappen venceu, mesmo largando em sexto. Foi melhor na estratégia dos pit stops e mais agressivo nas ultrapassagens, enquanto Norris e Leclerc abriram alas para ele.

Só Hamilton que tentou lutar e se aproximou de Max, mas sem ser o suficiente para vencer. 15 vitórias no ano e 50 na carreira. Impressionante. 

Bom, estou assistindo o VT da corrida agora. Está na largada. Antes de começar a escrever, li que Hamilton e Leclerc foram desclassificados por irregularidades no assoalho dos carros. 

Segundo o GE, "Hamilton e Leclerc infringiram o artigo 3.5.9.e do regulamento técnico da F1. O texto faz referência à espessura da prancha de madeira no assoalho, que deve ser de pelo menos 10 mm, com tolerância a partir de 9 mm." 

Assim, Norris e Sainz completaram o pódio e, entre outras coisas, permitiu que Logan Sargeant pontuasse pela primeira vez na F1. Logo em casa. Que reviravolta.

Enfim, li que McLaren e Mercedes poderiam ter feito estratégias mais ousadas para ganhar e que Hamilton foi prejudicado na estratégia e também em um pit stop. Piastri abandonou, assim Ocon. Destaque também para os bons pontos de Tsunoda e Stroll e o abandono de Alonso. É um fim de ano difícil para a Fênix, que flertou com as vitórias, mas a Aston Martin termina 2023 bem melancólica.

Bom, assistindo ou não, com estratégias, ritmos diferentes e até menos brilhantismo, ainda assim ninguém quer competir com Max Verstappen. E Norris segue flertando com as vitórias, mas sem vencer de fato. Ainda acho que Piastri vai romper o lacre antes dele.

Confira a classificação atualizada do GP dos EUA:

1 - Max Verstappen (RBR)

2 - Lando Norris (McLaren) +10s730

3 - Carlos Sainz (Ferrari) +15s134

4 - Sergio Pérez (RBR) +18s460

5 - George Russell (Mercedes) +24s999

6 - Pierre Gasly (Alpine) +47s996

7 - Lance Stroll (Aston Martin) +48s696

8 - Yuki Tsunoda (AlphaTauri) +1m14s385*

9 - Alexander Albon (Williams) +1m26s714

10- Logan Sargeant (Williams) +1m27s998

11- Nico Hulkenberg (Haas) +1m29s904

12- Valtteri Bottas (Alfa Romeo) +1m38s904

13- Guanyu Zhou (Alfa Romeo) +1 volta

14- Kevin Magnussen (Haas) +1 volta

15- Daniel Ricciardo (AlphaTauri) +1 volta

Fernando Alonso (Aston Martin) - ABANDONOU

Oscar Piastri (McLaren) - ABANDONOU

Esteban Ocon (Alpine) - ABANDONOU

Lewis Hamilton (Mercedes) - DESCLASSIFICADO

Charles Leclerc (Ferrari) - DESCLASSIFICADO

Até!

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

CUMPRINDO TABELA

 

Foto: Mark Thompson/Getty Images

Com o campeonato decidido, difícil encontrar alguma motivação para seguir assistindo a F1 em 2023. Há algumas questões que podem ser interessantes, vamos lá: Max Verstappen vai ganhar tudo até o fim do ano? Alguém vai parar Max e a Red Bull? Teremos alguma surpresa?

Bom, na classificação de agora há pouco, podemos perceber a decadência da Aston Martin. Don Alonso eliminado no Q1, assim como Lance Stroll, como sempre. Isso que as atualizações foram feitas, mas aparentemente não deram resultado... talvez o foco seja 2024 mesmo, mas é o caminho totalmente inverso que a McLaren fez, por exemplo.

Lando Norris ficou no quase de novo. A pole foi de Charles Leclerc, graças a mais um "limite de pista", que tirou a pole de Max Verstappen. Ao menos dessa vez a questão foi resolvida rapidamente e sem constrangimento para os envolvidos. Só isso para brecar a Red Bull.

Ferrari e McLaren muito rápidas, assim como a Mercedes tem boas perspectivas. A Alpine pode incomodar também. Importante lembrar do retorno de Daniel Ricciardo. Tanto tempo parado e agora se recuperando de lesão, vai ser difícil fazer alguma avaliação imediata nesse final de temporada. É evoluir fisicamente e fazer alguns pontos se possível, afinal Liam Lawson conseguiu passando por cima das dificuldades do pior carro do grid.

Nesse clima de fim de feira, vamos ver o que acontece domingo. Com Max largando em quinto, a expectativa é que algumas voltas sejam competitivas até que o tricampeão chegue ao topo. Vamos curtir. Amanhã tem mais uma inesquecível sprint, praticamente no mesmo horário do UFC 294. Imperdível, é claro.

Confira o grid de largada:


Até!

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

GP DOS EUA: Programação

 O Grande Prêmio dos EUA entrou no calendário da Fórmula em 1950. Até 1960, as 500 Milhas de Indianapólis faziam parte do circo da Fórmula 1. Desde então, o GP foi disputado nos circuitos de Riverside (1960), Watkins Glen (1961-1980), Sebring (1959), Phoenix (1989-1991), Indianapólis (2000-2007) e Austin (2012-).

Em 2020, em virtude do coronavírus, a etapa foi cancelada, retornando para o calendário em 2021.

Foto: Wikipédia

ESTATÍSTICAS:

Melhor volta em corrida: Charles Leclerc - 1:36.069 (Ferrari, 2019)

Pole Position: Valtteri Bottas - 1:32.029 (Mercedes, 2019)

Último vencedor: Max Verstappen (Red Bull)

Maior vencedor: Lewis Hamilton (2007, 2012, 2014, 2015, 2016 e 2017) - 6x


CLASSIFICAÇÃO:

1 - Max Verstappen (Red Bull) - 433 pontos (CAMPEÃO)

2 - Sérgio Pérez (Red Bull) - 224 pontos

3 - Lewis Hamilton (Mercedes) - 194 pontos

4 - Fernando Alonso (Aston Martin) - 183 pontos

5 - Carlos Sainz Jr (Ferrari) - 153 pontos

6 - Charles Leclerc (Ferrari) - 145 pontos

7 - Lando Norris (McLaren) - 136 pontos

8 - George Russell (Mercedes) - 132 pontos

9 - Oscar Piastri (McLaren) - 83 pontos

10- Lance Stroll (Aston Martin) - 47 pontos

11- Pierre Gasly (Alpine) - 46 pontos

12- Esteban Ocon (Alpine) - 44 pontos

13- Alexander Albon (Williams) - 23 pontos

14- Valtteri Bottas (Alfa Romeo) - 10 pontos

15- Nico Hulkenberg (Haas) - 9 pontos

16- Guanyu Zhou (Alfa Romeo) - 6 pontos

17- Yuki Tsunoda (Alpha Tauri) - 3 pontos

18- Kevin Magnussen (Haas) - 3 pontos

19- Liam Lawson (Alpha Tauri) - 2 pontos


CONSTRUTORES:

1 - Red Bull RBPT - 657 pontos (CAMPEÃ)

2 - Mercedes - 326 pontos

3 - Ferrari - 298 pontos

4 - Aston Martin Mercedes - 230 pontos

5 - McLaren Mercedes - 219 pontos

6 - Alpine Renault - 90 pontos

7 - Williams Mercedes - 23 pontos

8 - Alfa Romeo Ferrari - 16 pontos

9 - Haas Ferrari - 12 pontos

10- Alpha Tauri RBPT - 5 pontos

FIA GARANTE MOTOR PARA ANDRETTI

Foto: Indycar

Aprovada a candidatura dos americanos pela FIA, o passo seguinte é convencer as dez equipes e assinar o novo Pacto de Concórdia. O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, afirmou que as equipes não podem vetar a Andretti e que vai ajudar os americanos a assinarem com um fornecedor de motor enquanto a General Motors, parceira da Andretti, não estiver pronta para a F1, já em 2025.

Havia um pré-acordo dos americanos com a Renault, mas expirou em março e agora os franceses não têm interesse na parceria. Por regulamento, a FIA pode designar um fornecedor para a Andretti caso os americanos não consigam algum acordo. E duas seriam as possibilidades:

“Não é segredo, e estou certo de que é Alpine ou Honda, um deles venceria porque são as regras. Estou otimista com a GM chegando com a unidade de potência. Muito otimista, não apenas otimista. Nos últimos 20 meses, ter duas grandes OEMs (fabricantes de equipamentos originais, da sigla em inglês), Audi e Andretti/GM, e ter uma unidade de potência da Audi — e estamos na direção certa para ter uma da Cadillac —, é uma conquista", disse.

Essa guerra política parece ter um lado mais forte: a FIA, é claro. O desafio para a Andretti é não chegar tão atrasada na F1. É lógico que os primeiros anos, sem testes e pouco dinheiro, serão muito complicados. Lembram da Haas? Então, é melhor que Michael e companhia estejam preparados. Se a entrada já parece algo desgastante e difícil, permanecer na F1 sendo minimamente competitiva vai ser mais complicado ainda.

A ÚNICA ESCOLHA

Foto: Divulgação

No meio do imbróglio entre a opção de renovar com Alonso ou promover Oscar Piastri, a Alpine ficou sem as duas opções. Todo mundo lembra do drama do ano passado: os franceses queriam promover o australiano e enrolaram Alonso. 

Sem garantias de subir para o time, Piastri não queria ficar outro ano sem estar no grid e foi negociar com a McLaren, que iria se livrar do compatriota Daniel Ricciardo. O resto é história. E o agora empresário Mark Webber falou sobre essa decisão:

"Foi a única escolha que tivemos. Não foi muito reconfortante para nós no ano passado saber onde ele poderia acabar. Fiquei extremamente nervoso e frustrado por ele não ter corrido em 2022. Vemos o que perdemos. Ter um cara assim sem correr era uma farsa e estava me matando por dentro. A McLaren foi brilhante desde o início. Os acionistas, o tempo todo para garantir que ficariam com ele. Agora eles têm dois pilotos fenomenais", disse.

Ficou evidente a decisão arriscada de mudar de ares. Claro, Piastri chegaria com uma pressão muito granda ao "trair" a equipe que pavimentou o caminho desde a base. No entanto, os franceses se enrolaram com o excesso de opções e indefinições e Oscar aproveitou a chance que tinha. O tempo mostrou que o campeão da F3 em 2020 e da F2 em 2021 estava certo. Uma virada de chave na carreira.

TRANSMISSÃO:
20/10 - Treino Livre 1: 14h30 (Band Sports)
20/10 - Classificação: 18h (Band Sports)
21/10 - Classificação Sprint: 14h30 (Band Sports)
21/10 - Sprint: 19h (Band e Band Sports)
22/10 - Corrida: 16h (Band)



segunda-feira, 9 de outubro de 2023

MEMBERS ONLY

 

Foto: Getty Images

Max Verstappen parecia, desde o início, alguém fadado a ser diferente. Claro, essa história é antiga e já contei aqui trocentas vezes porque acompanhamos juntos o surgimento de um talento geracional. Ninguém estreia na F1 menor de idade sem ser, no mínimo, alguém diferente.

O grande porém de Max nunca foi o talento, mas o comportamento. Claro, subir para a F1 muito jovem deu ao holandês grandes responsabilidades e imaturidades naturais para alguém que ainda não era um adulto.

Teve um tempo que o holandês parecia ainda imaturo e sem margem para progressão, tanto que até cheguei a escrever sobre Leclerc ser alguém mais completo, cerebral e equilibrado. Bem, se formos comparar, Verstappen e Hamilton foram criticados quando jovens pelos mesmos motivos: muita velocidade e ímpeto e falta de freio (literalmente), pensar melhor as situações de corridas.

Na temporada onde conquistou o primeiro título, tivemos alguns resquícios desse jogo duro de Max, mas isso foi suavizado. É evidente que ele continua o mesmo cara e que estar na frente maquia muita coisa. O que quero escrever é sobre a maturidade e a forma esplendorosa que vive Max.

Nunca alguém venceu um campeonato de forma tão assustadoramente fácil. Nem jogando no fácil no modo carreira alguém vence 14 de 17 corridas. Geralmente a gente encerraria o save e partiria para outra, mas é uma simbiose tão rara e especial que faz a gente refletir.

É evidente que ter o melhor carro é um grande ponto de influência, mas o bom piloto não vence 14 de 17 corridas em um ano. O bom piloto não vence aos 18 anos na estreia na Red Bull depois de ter subido puramente por política e a pressão de perder o talento para outra equipe no futuro.

Max já chegou no clube dos tricampeões como Ayrton Senna, Nelson Piquet, Niki Lauda, Jackie Stewart e Jack Brabham. Olha o tamanho desses caras.

Sim, Max Verstappen chegou no clubinho dos grandes campeões e dos melhores pilotos de todos os tempos. Qual o tamanho comparado aos outros? Sei lá, só quando ele se aposentar é que teremos essa dimensão.

Em certo momento, Hamilton parecia uma eterna promessa de um título só e Sebastian Vettel seria o grande nome de uma geração. Até Alonso era o “novo Schumacher”. Entenderam?

Mas é inegável o tamanho que o jovem Max Verstappen já tem. E assusta pensar no que ele ainda pode ser, se a Red Bull permitir (e provavelmente isso vai acontecer).

Até!

domingo, 8 de outubro de 2023

SEM PALAVRAS

 

Foto: Clive Rose/Getty Images

Qualquer coisa escrita sobre o tricampeonato de Max Verstappen é correta. Difícil achar algo ou algum prisma inédito que sirva para coroar o trabalho brilhante de um piloto e de uma equipe.

Gostaria de pontuar algumas situações. Em 2021, foi a questão Masi. Ano passado, a confirmação do bicampeonato veio depois da corrida em uma punição a Leclerc. Agora, o tri vem numa escapada do cada vez pior Pérez numa corrida sprint, num sábado. Max merecia maior reverência do destino para celebrar o ponto final das conquistas, mas é um detalhe menor, talvez.

Patética a FIA com suas ideias de zebras diferentes e limites de pista que não seja uma boa e velha brita. O constrangimento da Pirelli em ter que obrigar os pilotos a pararem nos boxes depois de certo número de vitórias para não repetir Indianápolis é expor uma marca que talvez não queira renovar com a categoria no médio prazo. Por quê não fazer o simples?

Por quê insistir em fazer sprints race e transformar o momento da consagração de um piloto geracional como se fosse uma gincana? Como dar importância a vitória numa sprint se isso não existe?

Enfim, vamos pontuar outras coisas.

A Mercedes saiu de controle na briga igualitária dos dois pilotos. Cada ponto é importante para um time tão regular mas que ainda não conseguiu fazer o grande salto. Hamilton testou alguns limites e dessa vez se deu mal. Pode ser o estabelecimento de uma linha traçada para o futuro esportivo da dupla do carro alemão, mas por sorte Russell ainda assim conseguiu se recuperar. Veremos se isso terá maiores sequelas quando os prateados voltarem ao protagonismo de vitórias e títulos. Como fazer?

Quem deu o grande salto e tem uma dupla de pilotos tão boa quanto a Mercedes é a McLaren. Lindo ver a grande evolução do time que no início do ano era eliminado no Q1. Piastri ainda não está no pico do desempenho, mas mesmo assim já incomoda Norris. Ainda tem um stint inferior, fruto da primeira temporada e a exigência física de um F1 ainda estar debilitando o jovem, mas Oscar responde porque venceu a F3 e a F2 de forma consecutiva e foi disputado a tapa por duas equipes. A Alpine deve se arrepender...

Sainz sequer largou e a Ferrari fica no meio do caminho. Uma corrida de sobrevivência que quase foi abreviada por um raro erro de Alonso, que ainda assim pontuou com a Aston Martin meio de tabela. Trabalho correto de Albon e alguns pontos fundamentais para a Alfa Romeo na briga do fim do grid, e com os dois pilotos ainda!

Pérez, Pérez, Pérez... que ele está de aviso em 2024 é evidente, mas não é possível alguém ter uma queda tão vertiginosa assim na temporada. Ele corre o risco de conseguir a proeza de não ser vice em uma temporada que o carro dele venceu 16 de 17 corridas... 16 de 17! São erros e falta de ritmo inacreditáveis... a gente sabe que a diferença dos pilotos e os estilos de pilotagem adaptados ao carro fazem a diferença, mas isso salta aos olhos até de nós, leigos! Qual o futuro de Checo Pérez daqui sei lá, uns seis meses?

Logan Sargeant é outro que só vai conseguir se salvar se for pela nacionalidade ou um protecionismo corporativista da equipe que o revelou, porque está errando demais, dando chance para o azar.

Max Verstappen: absoluto, imparável e tantos outros adjetivos. Definitivamente já dentro de um clubinho seleto, não apenas de tricampeões, mas dos grandes da história. Sim. Já. Não é empolgação.

Confira a classificação final do GP do Catar:


Até!

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

É AMANHÃ!

 

Foto: Clive Rose/Getty Images

36 anos depois, a F1 vai voltar a consagrar um campeão em um sábado. O último foi Nelson Piquet, quando Nigel Mansell bateu no treino do Japão e ficou fora da corrida no domingo, o que deu o tricampeonato para o brasileiro.

Pois bem, pro constrangimento ficar maior, Verstappen será tricampeão numa corrida sprint. Basta chegar em sexto. A única forma disso não acontecer é se o holandês bater em todas as corridas e Pérez fazer milagre, mas é difícil saber o que aconteceria antes.

Por exemplo, Verstappen larga na pole, com poucas voltas. Pérez não classificou para o Q3. Aí se tira o nível. Também está cada vez mais constrangedor para Stroll em relação a Alonso. Dizem que o canadense vai desistir da carreira e, como consequência, o papai Lawrence vai passar adiante o controle da Aston Martin. É um desperdício de vaga que nem todo o dinheiro do mundo compensa.

Mais uma vez a F1 teimosa, ao invés de optar pela brita ou algo do tipo, também tirou as zebras e fica com essas linhas idiotas. O resultado? Constrangimento para os pilotos: as McLaren, que eram p2 e p3, foram informadas durante as entrevistas que tinham passado dos limites da pista. Horrível expor os pilotos ao ridículo dessa forma. Assim, a Mercedes é que tem o papel de pelo menos tentar incomodar Max na primeira curva, com Russell e Hamilton.

A Ferrari decepcionou no treino, mas pode ser que consiga reagir na corrida. Sejamos sinceros: o resto é irrelevante.

A F1 aguarda finalmente pelo tri de Max Verstappen. Quanto mais cedo, mais enfadonho será o fim do campeonato. Já dá pra afirmar que o campeonato acaba nesse finde se nada der errado, certo?

É amanhã!

Confira o grid de largada para domingo:


Até!


quinta-feira, 5 de outubro de 2023

GP DO CATAR: Programação

 O Grande Prêmio do Catar aconteceu pela primeira vez na história em 2021, entrando no calendário de última hora em virtude de arranjos causados pelo Covid-19. A corrida aconteceu no autódromo de Lusail.

Ausente do calendário de 2022 em virtude dos preparativos para a Copa do Mundo, a corrida do Catar retorna em um novo autódromo.

Foto: Wikipédia

Pole Position: Lewis Hamilton - 1:20.827 (Mercedes, 2021)

Melhor volta em corrida: Max Verstappen - 1:23.196 (Red Bull, 2021)

Último vencedor: Lewis Hamilton (Mercedes)

Maior vencedor: Lewis Hamilton (2021) - 1x


CLASSIFICAÇÃO:

1 - Max Verstappen (Red Bull) - 400 pontos

2 - Sérgio Pérez (Red Bull) - 223 pontos

3 - Lewis Hamilton (Mercedes) - 190 pontos

4 - Fernando Alonso (Aston Martin) - 174 pontos

5 - Carlos Sainz Jr (Ferrari) - 150 pontos

6 - Charles Leclerc (Ferrari) - 135 pontos

7 - Lando Norris (McLaren) - 115 pontos

8 - George Russell (Mercedes) - 115 pontos

9 - Oscar Piastri (McLaren) - 57 pontos

10- Lance Stroll (Aston Martin) - 47 pontos

11- Pierre Gasly (Alpine) - 46 pontos

12- Esteban Ocon (Alpine) - 38 pontos

13- Alexander Albon (Williams) - 21 pontos

14- Nico Hulkenberg (Haas) - 9 pontos

15- Valtteri Bottas (Alfa Romeo) - 6 pontos

16- Guanyu Zhou (Alfa Romeo) - 4 pontos

17- Yuki Tsunoda (Alpha Tauri) - 3 pontos

18- Kevin Magnussen (Haas) - 3 pontos

19- Liam Lawson (Alpha Tauri) - 2 pontos


CONSTRUTORES:

1 - Red Bull RBPT - 623 pontos (CAMPEÃ)

2 - Mercedes - 305 pontos

3 - Ferrari - 285 pontos

4 - Aston Martin Mercedes - 221 pontos

5 - McLaren Mercedes - 172 pontos

6 - Alpine Renault - 84 pontos

7 - Williams Mercedes - 21 pontos

8 - Haas Ferrari - 12 pontos

9 - Alfa Romeo Ferrari - 10 pontos

10- Alpha Tauri RBPT - 5 pontos


CANDIDATO, MAS SEM GARANTIAS

Foto: Getty Images

Apesar de impressionar com boas atuações e um nono lugar em Singapura, Liam Lawson vai continuar como reserva da Red Bull/Alpha Tauri em 2024. Com Ricciardo e Tsunoda confirmados e Pérez entrando no último ano de contrato, é natural que Liam seja candidato a alguma das duas vagas.

A Red Bull confirma isso, mas nega informações de que teria garantido a Lawson um assento para 2025. Checo provavelmente não vai permanecer no grupo dos taurinos, então se abriria uma vaga para ser o parceiro de Max Verstappen, onde possivelmente Lawson e o próprio Ricciardo seriam favoritos a vaga. Favoritos, não garantido.

“Não há garantia de nada na vida. Ele fez um grande trabalho e impressionou a todos nós. Fez exatamente o que poderíamos pedir em termos de agarrar a oportunidade, na ausência de Daniel, para mostrar sua capacidade. Isso virou algumas cabeças e fez muito bem a ele. Quando ele voltar ao papel de reserva, vamos continuar o desenvolvimento, e ele certamente será um candidato para 2025”, disse Christian Horner.

Tem que manter o cara motivado. A Red Bull teve um trauma recente de se impressionar com desempenho singular, então é natural estar ressabiado quanto a Lawson. Afinal, do outro lado há Daniel Ricciardo que, embora não seja o mesmo de antes, ainda é o terceiro piloto mais bem sucedido da história da equipe nesses quase vinte anos de F1. Nâo é pouca coisa. Como diz o conhecido ditado, "devagar com o andor que o santo é de barro".

QUASE LÁ

Foto: Getty Images

Na segunda-feira (2), a FIA anunciou que aprovou a inscrição da Andretti para entrar na F1 a partir de 2025. Outras candidaturas como a Hitech e a Carlin foram recusadas, além da empresa LKY SUNZ. Agora, os americanos precisam debater questões comerciais e ser aprovado pela FOM.

Apesar de uma equipe novata precisar pagar uma taxa de 100 milhões de dólares para a FOM, a maioria das dez equipes do grid parecem ser contra a chegada de uma outra escuderia. O argumento é que uma nova equipe diminuiria os lucros de todos, afinal o bolo teria que ser dividido por 11 e não mais por 10.

Agora é aguardar os próximos capítulos, que envolvem muito dinheiro, política, poder, influência e a guerra entre a FIA e a FOM. O fato é que a Andretti finalmente está mais próxima do que distante de entrar no universo da F1.

TRANSMISSÃO:
06/10 - Treino Livre 1: 10h (Band Sports)
06/10 - Classificação: 14h (Band e Band Sports)
07/10 - Classificação Sprint: 10h (Band Sports)
07/10 - Corrida Sprint: 14h30 (Band e Band Sports)
08/10 - Corrida: 14h (Band)

segunda-feira, 25 de setembro de 2023

CANETADA

 

Foto: Getty Images

A Alpha Tauri seguiu a lógica e confirmou a dupla de pilotos para 2024: Daniel Ricciardo e Yuki Tsunoda.

Claro, eles não querem um De Vries 2.0., então Liam Lawson segue como reserva. Faz sentido?

Bem, Lawson foi o último a pontuar com esse carro e sem pré-temporada ou três anos na equipe igual Tsunoda.

O japonês, por sua vez, não justifica a renovação até aqui. O carro não é bom, o time é uma bagunça (será assumido por Laurent Mekies em 2024), mas Yuki andar menos que o reserva nesse recorte é indefensável. Indefensável.

Não há nem a desculpa de ser um piloto Honda porque a parceria oficialmente acabou. Tudo bem, é um motor japonês com outro nome até 2025, mas Lawson mostrou estar capacitado para continuar. Enfim, uns tem quatro anos de boa vontade, outros dez corridas...

Ricciardo está sendo preparado para voltar ao time principal, então é claro que sua vaga não correria perigo, mesmo machucado. Claro, ele vai perder algumas corridas de adaptação, mas não consigo imaginar ele sendo superado pelo japonês. Se até Lawson fez isso...

E isso não é deboche para o neozelandês. Ele se sobressaiu em um período complicado e em um recorte curto. Não foi apenas acaso de uma prova só, mas enfim, essa foi uma decisão mais política e institucional do que meramente técnica.

O que esperar disso para o ano que vem? Honestamente, não muita coisa. Nem aquela conversa de ser um laboratório para a Red Bull serve. A Alpha Tauri é o pior carro do grid e 2024 é na verdade a grande prova de fogo para Ricciardo voltar ou não para a Red Bull. O que fazer se algo for diferente disso? Não sei, aí é assunto para outro texto.

Agora, resta apenas a vaga de Logan Sargeant disponível para 2024. E, segundo a imprensa europeia, ainda há esperanças para Felipe Drugovich. Em breve, novidades.

Até!

domingo, 24 de setembro de 2023

3 PARA O TRI

 

Foto: Clive Rose/Getty Images

Acho que tô velho demais pra assistir corrida de madrugada em pleno sábado. Como a temporada não ajuda, então olhar os highlights e ler alguma coisa já serve para escrever. Aqui está o meu review/react do GP do Japão.

Bom, a Red Bull é hexacampeã de construtores. Seis corridas de antecedência. Em aproveitamento eu não sei, mas é o carro mais dominante da história. Conseguiu superar a Mercedes em termos de chatice e falta de imprevisibilidade. Tudo isso com um só piloto.

Pérez parece que guia com um carro diferente. É uma diferença abissal. Tipo a Benetton de 1995. O mexicano teve uma corrida constrangedora. Além dos erros, ainda teve que voltar pra pista pra não acumular punição para a próxima etapa. Eu fiquei envergonhado sem sequer assistir a corrida, imagina vivenciar isso.

Singapura foi uma exceção. Max Verstappen voltou a humilhar a concorrência e só precisa de três pontos para o tri. Ele deve vir no sábado, daqui 13 dias, na corrida sprint do Catar. Que coisa patética: um campeão no sábado... óbvio que não vai ser a primeira vez que isso aconteceria na F1, mas Max pode igualar o título de Nigel Mansell em 1992 como o mais antecipado da história: cinco etapas.

De resto... a McLaren pode até passar a Aston Martin nos construtores, hein? O time de Woking virou a segunda força com consistência. Lando Norris está batendo na trave. Uma hora a vitória chega... Oscar Piastri consegue o primeiro pódio na carreira. Parecia impensável quando ele chegou, agora com mais três anos de contrato. É uma dupla muito competente e estão entregando o que podem.

Claro, Lando ainda é o mais rápido e provavelmente vai ser o primeiro piloto, mas os dois se completam. Se a McLaren continuar evoluindo, é uma dupla que vai fazer muito barulho no médio prazo. É bom ver o ressurgimento da McLaren em um trabalho sólido.

A Mercedes precisa ajustar algumas coisas. Russell e Hamilton se atacando livremente pode ser um problema no futuro. Foi assim que a amizade entre o Sir e de Rosberg terminou. É melhor administrar agora que os alemães não estão brigando por vitória do que quando a equipe retomar o protagonismo.

Até mesmo nas estratégias os alemães erraram. Tentaram copiar o que Sainz fez em Singapura, mas aí Russell foi o sacrificado e Hamilton se limitou a defender um quinto lugar. É preciso melhorar essas questões internas antes que seja tarde. 

No resto, Alonso e as Alpine fizeram o que podiam. Lawson novamente na frente de Tsunoda, mas é o japonês que está incrivelmente prestigiado em uma estrutura sem paciência com os pilotos. Bem, amanhã eu escrevo mais sobre isso.

Red Bull hexa e Max Verstappen a três pontos do tri. A conquista vai ser sacramentada no sábado, 7 de outubro, no Catar. Salve a data no calendário e desfrute do carro mais dominante da história da categoria.

Confira a classificação final do GP do Japão:


Até!

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

PROGRAMAÇÃO NORMAL

 

Foto: Clive Rose/Getty Images

Oscar Piastri renovou com a McLaren até 2026. Se a entrada na categoria foi um imbróglio, a permanência vai ser tranquila. Um pouco de calmaria. Quer dizer, enfrentar Lando Norris não é tão tranquilo assim, mas o australiano está bem para quem ficou um ano sem guiar nada e chegou numa equipe estruturada e hierarquizada por Lando.

É uma dupla promissora e será interessante de continuar acompanhando a jornada dos dois juntos. Que a McLaren proporcione um carro competitivo para que eles briguem mais por vitórias e pódios.

Outra novidade do final de semana foi a utilizada dos pneus C2 de 2024, que serão mais macios e aderentes.

Ao que parece, Singapura foi apenas uma exceção a regra, onde a Red Bull não casou o carro com as características da pista. Em Suzuka, Verstappen foi o mais rápido nos dois treinos.

A briga pelo pódio segue equilibrada, com McLaren e Ferrari fortes, a Mercedes aparentemente um pouco mais atrás, a Williams rápida de reta e a Aston Martin no meio do pelotão.

Pode ser que até chova no final de semana, o que embaralha tudo, mas salvo as possíveis mudanças da mãe natureza, me parece que neste final de semana voltaremos a programação normal, que na temporada 2023 se chama Show de Max Verstappen.

Confira os tempos dos treinos livres:




Até!

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

GP DO JAPÃO: Programação

 O Grande Prêmio do Japão foi disputado pela primeira vez em 1976, em Fuji. Foi disputada novamente em 1977 e ficou fora da categoria por 10 anos, até retornar com a pista de Suzuka em 1987. Desde então, o Japão sempre sediou um GP por ano na Fórmula 1 até 2020, quando o circuito ficou de fora do calendário por duas temporadas em virtude do Covid-19, retornando à F1 em 2022.

Foto: Wikipédia

ESTATÍSTICAS:

Melhor volta em corrida: Lewis Hamilton - 1:30.983 (Mercedes, 2019)

Pole Position: Sebastian Vettel - 1:27.064 (Ferrari, 2019)

Último vencedor: Max Verstappen (Red Bull)

Maior vencedor: Michael Schumacher - 6x (1995, 1997, 2000, 2001, 2002 e 2004)


CLASSIFICAÇÃO:

1 - Max Verstappen (Red Bull) - 374 pontos

2 - Sérgio Pérez (Red Bull) - 223 pontos

3 - Lewis Hamilton (Mercedes) - 180 pontos

4 - Fernando Alonso (Aston Martin) - 170 pontos

5 - Carlos Sainz Jr (Ferrari) - 142 pontos

6 - Charles Leclerc (Ferrari) - 123 pontos

7 - George Russell (Mercedes) - 109 pontos

8 - Lando Norris (McLaren) - 97 pontos

9 - Lance Stroll (Aston Martin) - 47 pontos

10- Pierre Gasly (Alpine) - 45 pontos

11- Oscar Piastri (McLaren) - 42 pontos

12- Esteban Ocon (Alpine) - 36 pontos

13- Alexander Albon (Williams) - 21 pontos

14- Nico Hulkenberg (Haas) - 9 pontos

15- Valtteri Bottas (Alfa Romeo) - 6 pontos

16- Guanyu Zhou (Alfa Romeo) - 4 pontos

17- Yuki Tsunoda (Alpha Tauri) - 3 pontos

18- Kevin Magnussen (Haas) - 3 pontos

19- Liam Lawson (Alpha Tauri) - 2 pontos


CONSTRUTORES:

1 - Red Bull RBPT - 597 pontos

2 - Mercedes - 289 pontos

3 - Ferrari - 265 pontos

4 - Aston Martin Mercedes - 217 pontos

5 - McLaren Mercedes - 139 pontos

6 - Alpine Renault - 81 pontos

7 - Williams Mercedes - 21 pontos

8 - Haas Ferrari - 12 pontos

9 - Alfa Romeo Ferrari - 10 pontos

10- Alpha Tauri RBPT - 5 pontos

A PORTA AINDA ESTÁ ABERTA

Foto: Reprodução/Alfa Romeo

Virtual campeão da F2 2023, Theo Pourchaire não terá vaga na F1 em 2024. Será o terceiro campeão consecutivo da F2 a não conseguir isso. Oscar Piastri e Felipe Drugovich foram os outros. O último a chegar na categoria após o título foi Mick Schumacher. O francês precisa confirmar o título em Abu Dhabi. Ele tem 26 pontos de vantagem para Frederik Vesti, pupilo da Mercedes.

Nada disso o exclui do grid para 2025. Ele ainda vai continuar como piloto reserva da futura Sauber, em transição para Audi a partir de 2026.

Apesar de todo esse cenário incerto envolvendo a transição dos suíços, o chefão Alessandro Alumni Bravi afirma que o francês tem possibilidades:

“Estamos discutindo juntos qual será o melhor programa de corrida para ele estar pronto para entrar no carro de F1. Nenhuma porta está fechada para ele no futuro. Queremos que ele fique perto da equipe de F1, porque, neste ano, pedimos a ele que se concentrasse totalmente na Fórmula 2 e está indo bem. Acredito e espero que ele vença o campeonato em Abu Dhabi”, disse.

A concorrência vai ser grande. Bottas naturalmente é o líder do time e aguarda ansiosamente a chegada dos alemães. Especulações dos últimos meses na imprensa europeia são de que a Audi tem interesse em Carlos Sainz Jr, que expira o contrato com a Ferrari no ano que vem. Zhou também vai buscar a manutenção. As possibilidades são infinitas.

Uma coisa que pode atrasar Pourchaire é o fato de a Sauber não ter um carro antigo para ele fazer testes, ao contrário das outras equipes mais abastadas, mas Alumni Bravi diz que o time está trabalhando nisso.

“Estamos discutindo internamente. Claro, financeiramente, isso é algo bastante caro para uma equipe, mas queremos ver todas as oportunidades. Para um piloto como ele, as portas estão abertas”, concluiu.

Apesar do título e de ter estreado na categoria com 18 anos, Pourchaire não brilhou como se esperava, até por isso a Sauber optou pela continuidade de Zhou. Um ano inativo em um time em transição é um problema, mas é uma declaração para motivar o jovem francês, um incentivo para ele garantir o título da F2 e manter esse status para os próximos anos, quando estiver mais maduro e preparado para dar o próximo salto. Pourchaire ainda pensa nela, a vaga para a F1, mas da janela ainda não entra luz.

ELE FICA

Foto: Red Bull Content Pool

Segundo o jornal alemão Auto Motor Und Sport, a Alpha Tauri prepara o anúncio da renovação de Yuki Tsunoda para o final da semana, quando ele vai correr em casa, no Japão.

Apesar de uma série de infortúnios nas últimas provas, o japonês tem três pontos no campeonato e está "prestigiado" pela equipe. A segunda vaga ainda é uma incógnita. Apesar de Liam Lawson estar surpreendendo e ter o melhor resultado da Alpha Tauri até aqui com o nono lugar em Singapura, Daniel Ricciardo segue como favorito para ocupar o outro assento. O australiano segue fora da F1, se recuperando do acidente que sofreu na Holanda.

Mudar os dois pilotos pode ser arriscado, mas Tsunoda tem o fator Honda. Apesar da parceria com a Ford começar só em 2026, sabemos como essas situações políticas interferem. Yuki pareceu que tinha evoluído ao enfrentar De Vries, mas a ascensão de Lawson pode mostrar que talvez Tsunoda esteja passando pelo efeito Schumacher: o companheiro é tão fraco que dá a impressão dele ser mais forte do que realmente é.

A bagunçada Alpha Tauri que se vire. Laurent Mekies será o novo chefão em 2024 e deve ter sido consultado. Se vai dar certo? Não sei, mas o efeito Lawson causa outra pulga atrás da orelha, embora ninguém queira repetir a ilusão De Vries por dois anos consecutivos.

TRANSMISSÃO:
21/09 - Treino Livre 1: 23h30 (Band Sports)
22/09 - Treino Livre 2: 3h (Band Sports)
22/09 - Treino Livre 3: 23h30 (Band Sports)
23/09 - Classificação: 3h (Band e Band Sports)
24/09 - Corrida: 2h (Band)


quarta-feira, 20 de setembro de 2023

ENTRE ASAS E ASSOALHOS

 

Foto: Red Bull Content Pool

Como uma equipe que vence quinze corridas consecutivas não consegue ir para o Q3 com os dois carros em Singapura?

Bom, não foi nada climático ou algum erro dos pilotos, simplesmente faltou velocidade. O interessante é que isso acontece na primeira corrida após a normativa da FIA sobre as asas e assoalhos dos carros.

Trecho retirado de reportagem do site Grande Prêmio:

“Às vésperas da etapa de Marina Bay, a entidade máxima do esporte solicitou às equipes os projetos das asas dianteiras e traseiras para verificar se todos os modelos estão de acordo com o regulamento e barrou recursos que possam movimentar ou rotacionar em relação à estrutura de fixação.”

Ou seja: sem flexibilidade de asas. Pode ter sido uma coincidência apenas? Pode.

Mas é no mínimo curioso que isso aconteça imediatamente após Max Verstappen quebrar o recorde de vitórias consecutivas, assim como a Red Bull.

No ritmo de corrida, não teve tanto prejuízo. A equipe foi vítima do azar com a chegada do Safety Car. Com a estratégia dos pneus duros, não havia possibilidade de brigar com as outras três equipes, que estavam muito superiores.

Fica a pulga atrás da orelha para a semana que vem, no Japão. Acidente de percurso, azar, as características da pista não encaixaram com o carro?

Claro, é bom lembrar que a Red Bull teve desenvolvimento limitado no túnel de vento esse ano, consequência de ter burlado o teto orçamentário em 2021.

Como diria um ex-dirigente, abrindo a porta para as teorias conspiratórias de plantão, “que tá gozado, tá!”

Claro, ninguém espera que a Red Bull vença todas as corridas para sempre. A questão foi, em um fim de semana, ter virado a quarta força. Isso aconteceu com outras equipes no passado. A própria Mercedes, quando dominava, tinha na própria Singapura um ponto fraco.

A temporada, obviamente definida, ganha contornos interessantes para o seu final. A Red Bull vai voltar a dominância avassaladora? Está todo mundo pensando em 2024? Teremos alguém que vai rivalizar de forma mais nítida a ponto de termos na próxima temporada uma competição mais elevada na busca pelo título?

Perguntas e conspirações. Quem diria que uma normativa e seus efeitos dariam um tempero para o final insosso da temporada. Aguardemos.

Até!

domingo, 17 de setembro de 2023

CALCULADO

 

Foto: Reuters

O problema dessas corridas que mudam o horário em relação a classificação é que as vezes eu esqueço de colocar o horário certo no despertador. Resultado: assisti apenas a metade final da corrida. Tive que recorrer aos VTs para me inteirar sobre o resto.

Começando pelo sábado. Não era blefe. Coincidência ou não, a nova diretiva das asas e assoalhas tirou a competitividade da Red Bull, ao menos em voltas rápidas. Chocante a eliminação dos dois pilotos. Se Max Verstappen queria a 11a vitória, teve que se contentar com o 11° lugar no grid.

A pole foi de Carlos Sainz novamente. Na largada, Leclerc pulou para o segundo lugar e as chances de algo inédito no ano eram evidentes. Por outro lado, a Red Bull tinha ritmo para escalar o pelotão. O ritmo não foi tão afetado, mas isso é papo para outras corridas e outros textos. 

As Mercedes e Norris seguiam no encalço de Sainz, protegido pelo escudeiro Leclerc. Percebam a inversão dos papéis. Quem deveria ser o líder do time era o monegasco, mas na prática vimos as duas melhores pilotagens de Sainz na carreira, digno de um líder e um piloto de ponta.

Um Safety Car aparentemente ridículo mudou as estratégias e sepultou a Red Bull. Leclerc caiu para quarto e aí então vimos o Sainz frio e calculista: segurar o grid para que Norris, em segundo, pudesse se defender dos ataques da Mercedes, enquanto Carlos segurava o ex-colega de McLaren.

Não é novidade isso. Hamilton tentou a mesma coisa para que Rosberg fosse ultrapassado e perdesse o título de 2016, mas na época isso não deu certo. Um risco calculado que seria criticado se desse errado para o espanhol.

Quando Ocon abandonou, era necessário o Safety Car, mas a americanização da categoria dessa vez optou pelo Virtual Safety Car. Russell parou e, com pneus mais novos, foi à caça. Era até o favorito a vencer.

No entanto, ele não conseguiu passar, ficou travado em Norris. Não bastasse isso, ainda bateu nas voltas finais, quando já não tinha pneu para ultrapassar. Perdeu o timing. A impressão é que Hamilton parecia mais inteiro para vencer, mas a Mercedes teve que priorizar quem andou a frente no final de semana inteiro. Russell está abaixo do esperado. Quando se espera mais do que um acumulador de pontos, ele tem falhado. Hoje, a vitória estava ao alcance e a desperdiçou.

Frio e calculista, Carlos Sainz coroou toda a luta das últimas corridas para vencer pela segunda vez na carreira e mostrar que, hoje, não é segundão da Ferrari. Se falta velocidade, sobra inteligência, ritmo e agora vimos mais arrojo e garra para defender e lutar para a vitória. Está fazendo o que Leclerc deveria, mas a irregularidade do monegasco e o brilhantismo do espanhol jogam luzes amarelas para o "dono do time". 

Sainz, com contrato até o ano que vem, já começa a acenar para ter um papel melhor na equipe. A renovação começa a fazer sentido, baseado num mundo onde somos sempre a última corrida ou algo do tipo. A primeira vitória da Era Vasseur e o fim da sequência avassaladora da Red Bull.

Apesar dos pesares, o ritmo dos taurinos foi bom. Em mais algumas voltas, Verstappen conseguiria o quarto lugar. Poderia brigar mais de perto se não fosse o azar do Safety Car controverso. Pérez segue atrás e ainda acabou com a corrida de Albon. O prêmio foi uma punição inútil que é praticamente um convite para os pilotos de que o crime compensa.

Norris é um pilotaço. Deixou a Mercedes no bolso. Está maturando a primeira vitória na carreira. É um ano de grande explosão como "dono" da McLaren, que avança significativamente enquanto coletivo e estrutura de equipe. O futuro pode ser animador para Zak Brown e companhia. 

Liam Lawson mostra que merece uma das vagas da Alpha Tauri. Foi para os pontos na terceira corrida. Considerando que a próxima etapa é no Japão, onde corria na Super Fórmula, é obrigação continuar. Ricciardo que se vire. Tsunoda, aliás, pode estar em apuros. 

Gasly bem, boa corrida de recuperação para Piastri e o pontinho da sorte para coroar o trabalho de Magnussen. O conto de fadas da Aston Martin terminou. Hoje foi apenas um carro na pista, pois Stroll destruiu o dele no treino e não largou.

Merecida e justa vitória de Sainz pelo trabalho que realizou nas últimas corridas. O ex-Red Bull é responsável pelo fim da sequência impressionante dos taurinos. A questão é: não teve encaixe nesse final de semana ou podemos ver algum padrão para o restante da temporada? A gente agradece, afinal, tomara que voltemos a ter corridas mais competitivas valendo a vitória.

Confira a classificação final do GP de Singapura:


Até!

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

CORRENDO NO INCERTO

 

Foto: Roslan Rahman/AFP

Além dos pequenos lagartos que invadiram a pista algumas vezes durante o dia e a noite, o que chamou a atenção da sexta feira de treinos livres foi o fato da Ferrari ter liderado ambos. Geralmente, em circuitos não tão velozes, os italianos sofrem. No entanto, as coisas correram bem na sexta.

Claro, nada é definitivo, como todos sabemos, até porque a própria Red Bull teve um desempenho tímido. Antigamente era o contrário: faltava motor aos taurinos, agora eles estão sofrendo com essa característica de circuito mais travado. Quer dizer, foi o que a sexta mostrou. Não dá para acreditar em tudo, porque o sábado é uma outra história.

Não há nada de muito interessante que possa ser escrito sobre treinos livres. Toto Wolff afirmou que está acompanhando com atenção o imbróglio entre Felipe Massa e a FIA. Claro, até hoje o fim da temporada 2021 é um grande controvérsia. Se houver precedentes, pode-se abrir um efeito dominó enorme para a categoria, que defendendo os interesses dela, deve achar isso terrível.

Será que Singapura vai parar Max Verstappen? A Ferrari pode ser a grande antagonista e reservar um momento diferente de 2023. O jeito é torcer para que o circuito de rua, sempre travado e repleto de incidentes, nos reserve emoções legítimas, sem escândalos.

Confira os tempos dos treinos livres:



Até!