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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

O ESCOLHIDO

 

Foto: Getty Images

 

O campeonato mais longo da história não vai premiar injustiça. Quer dizer... nenhum campeonato é justo. Na verdade é o contrário. Quanto maior o campeonato, mais possível é errar. O acúmulo de erros pode definir um campeonato.

Em um calendário menor, erros são muito mais fatais. Esse campeonato teve uma mistura de 1999 com 1996 e 1997. Muitos erros em um calendário lotado, onde na maior parte do tempo dois pilotos da mesma equipe disputavam o título com um azarão quase fazendo história, que também só perdeu porque errou.

Todos erram. Raras são as temporadas perfeitas. De cabeça, dá pra lembrar de Vettel, Schumacher, Hamilton, Verstappen. O desfecho do campeonato não foi sobre quem errou mais ou menos. Qualquer narrativa pode ser válida.

Piastri errou na Austrália, bateu em Baku e sumiu na reta final. Norris bateu no Canadá e teve o motor estourado na Holanda. Verstappen bateu em Russell na Espanha, foi atropelado por Antonelli na Áustria e se viu na turbulência do fim da era Horner até a metade do campeonato, quando se deu conta de que poderia sonhar com a taça.

Ganhou o melhor carro. Parece pleonasmo ou alguém que descobriu a pólvora, mas em 2025 é um fato. O melhor piloto da temporada não foi campeão. Em 2012 não foi, em 2016 não foi também e tantos outros exemplos.

O grande mérito de Lando Norris foi crescer no pior momento, o chamado clutch pós-Holanda, quando tudo parecia se encaminhar para Piastri. O australiano deu uma de Webber (seu empresário) ou de Alonso contra Vettel? A única pulga atrás da orelha é tentar compreender como alguém que quase foi irrepreensível até Baku virou um Irvine no momento mais decisivo do certame.

Méritos para Norris, que foi um Hakkinen de 1999. Campeão “culposo”. Errou, mas brilhou quando poderia e quando precisava. Aliás, uma terrível coincidência, sempre ela: o cara simplesmente já é o que mais correu pela McLaren na história. Fruto de longas temporadas, os números evaporam com nossa tendência saudosista de proteger nosso passado perfeito.

Escrevi aqui, em 2017, para ficarmos de olho em Lando. Pois bem, o título veio quase uma década depois. Mesmo assim, não parece ser o melhor da atual geração. Excluindo Max, vejo Charles e Russell com mais ferramentas, mais completo. Norris tem o principal: o carro.

O trunfo é de Zak Brown. Há dez anos, o grande momento da McLaren no ano era Alonso brincar de cameraman em Interlagos depois do motor Honda pifar e ser alvo de chacota por anos. A reestruturação veio junto com o retorno do papaya, culminando no 13° título de pilotos da história, 17 anos depois daquele título de Hamilton em Interlagos, sempre no detalhe.

Quem aproveita a chance entra para a história. Não sabemos o que o novo regulamento nos aguarda. Alguém se importa com a carreira de Jacques Villeneuve depois de 1997? Pois bem...

Agora a pressão está em Piastri. Será que ele reage ou fica oficializado como o David Coulthard/Mark Webber da nossa geração? Em talento, é muito superior a ambos. Tem condições de personalidade e de política interna para ambicionar algo a mais? Só o tempo irá responder.

O bicho papão foi domado pelos problemas do próprio time. Nunca é demais para reiterarmos: jamais duvidar de Max Verstappen, aquele que consegue ter uma temporada maior quando é vice do que em 2023. É assim que os campeões são feitos, respeitados e imortalizados na memória dos fãs.

Aguardemos o que 2026 e a nova era da F1 tem a nos oferecer. 22 carros na pista é um sinal positivo. Só falta voltar com Sepang e eliminar 95% desses circuitos de rua horríveis, tirar o protagonismo de Abu Dhabi e diminuir o calendário de março para outubro. Corrida demais torna algumas etapas altamente dispensáveis até para o curso do campeonato.

Parabéns para o escolhido de Zak Brown há quase uma década: a Inglaterra e a McLaren tem um novo campeão do mundo.

Até!


segunda-feira, 8 de setembro de 2025

É PROIBIDO COMPETIR

 

Foto: Getty Images

Certas coisas são inevitáveis em um ambiente que, embora coletivo enquanto equipe, é estritamente individual, individualista e egoísta: a disputa de título.

A história não mente. Ao longo das décadas, vimos rivalidades lendárias, grande parte delas oriundas da própria equipe. Em muitas, amizades foram desfeitas e rivalidades viscerais entraram para a história. Eu sei em quais delas você está pensando.

A McLaren 2025 é a busca pelo inevitável. Carro dominante, dois pilotos protagonizando ponto a ponto o certame. É inevitável certas faíscas. Norris quase bateu em Piastri no Canadá e o que vimos foi alguém constrangido por querer tentar. 

O que vimos em Monza é a antítese do esporte. É a McLaren se intrometendo ao dizer que "não vai se intrometer". Quer deixar a disputa na pista, mas faz exigências para isso acontecer. A culpa não é só deles, claro.

Ninguém quer ser o vilão ou o primeiro a partir para o conflito. Imagem é tudo, né? Norris e Piastri se sentem confortáveis, querendo ser as vítimas. Nem parecem que estão disputando um campeonato mundial que, com o novo regulamento, talvez seja a única oportunidade, o único cavalo encilhado da vida de ambos.

Não é um pedido para a irracionalidade, a guerra ou a agressões, mas a equipe e os pilotos precisam querer competir. Quando a McLaren erra no pit stop do coleguinha, o "beneficiado" não tem nada a ver com isso. Pararam Norris antes porque quiseram, ninguém os obrigou.

Quando Lando abandonou na semana passada, por lógica, a equipe deveria mandar Piastri abandonar também? Afinal, o australiano ganharia uma vantagem fundamental graças a um "erro" ou "problema" que Lando não pode controlar. Seria injusto, afinal. Imagina se isso decide o campeonato?

A equipe pode pedir, perguntar ou exigir o que quiser. O problema é a personalidade do piloto aceitar. Há vários motivos para isso, mas, olhando de fora, parece que falta gana e o apego a imagem de bonzinho ou "ganhar com ética", como se beneficiar de um erro alheio fosse um problema moral ou ausência de caráter.

Pode ser que, no futuro, isso não faça diferença para Piastri, mas e Norris? Vai tentar algo diferente nessa reta final de campeonato? Alguém acha que um Piquet, Lauda, Prost, Clark, Fangio, Senna, Hamilton, Vettel, Schumacher, Alonso ou Hamilton fariam o mesmo? A risada de Max no rádio é a resposta emblemática.

Parece que, em 2025, ninguém quer ser campeão. Para a McLaren, tanto faz como tanto fez, mas os pilotos precisam querer mais. Até quando essa falsa camaradagem vai prevalecer? Todo mundo quer ver uma briga visceral e não excesso de fair play. 

Alguém vai precisar se sujar. Pode ser a única chance da carreira de ambos indo para o espaço.

Até!

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

DIVISOR DE ÁGUAS?

 

Foto: Reprodução

Quando Lando Norris se equivocou, quase bateu em Oscar Piastri e acertou o muro dos boxes na reta final do circuito Gilles Villeneuve, por um minuto eu pensei: agora temos um campeonato.

Afinal, era o que precisava para acabar com aquele clima de camaradagem. São dois jovens pilotos, de muito talento e destinados desde sempre ao protagonismo, brigando pela glória máxima da F1. Eles não têm concorrentes. Apenas um ao outro, como sempre são os vizinhos de box, amplificados pela taça e a eternidade no horizonte.

Uma história semelhante com Hamilton e Rosberg. O título estremeceu eternamente uma relação amigável de infância, começando pelos incidentes de 2014. Ok, Piastri e Norris não são tão íntimos desde a tenra idade, mas há uma escalada de acontecimentos que atropelam boas intenções e relacionamentos.

Dá para lembrar de outros casos notórios do passado, que incluem obviamente Senna x Prost e os finais trágicos de Gilles Villeneuve e Didier Pironi na Ferrari.

É indiscutível que Norris se precipitou e tentou uma ultrapassagem impossível em um espaço inexistente. Erro de leitura provocado pela pressão? Talvez. Sempre vamos jogar com a obra pronta e os pontos na mesa. Lando está sentindo a responsabilidade.

Ele sempre foi a nova joia da McLaren, antes mesmo antes de chegar na F1, como mencionei por aqui há alguns bons anos. Ele tem a chance que o saudoso Vandoorne não teve, por exemplo. Nos dois primeiros anos, dominou o ainda não totalmente ambientado colega australiano.

Piastri também carrega um peso e uma pressão. Um cara que vence F3 e F2 em sequência é um talento raro, mas que poderia ter jogado tudo para fora ao romper com a Renault e conseguir, judicialmente, a vaga para a McLaren. Melhor projeto e um assento competitivo em vista. Por outro lado, estava entrando em um ambiente feito sob medida para Lando brilhar quando os papayas estivessem prontos.

E começaram a ficar ano passado. Ambos ensaiaram as primeiras vitórias, que virou um título de construtores que faltava desde os tempos de Ron Dennis, Hakkinen e Coulthard. Guardem esses nomes.

Zak Brown nunca escondeu a preferência por Norris. Talvez alguns não saibam, mas o pai de Lando tem muito dinheiro. Aporte não falta para McLaren, mas não é justo e nem correto dizer que o britânico só está lá por isso, muito pelo contrário.

Uma equipe traumatizada por Alonso e Hamilton, há quase 20 anos, certamente pensaria em “levar os meninos para casa” ao invés de fomentar uma briga no fim da corrida. A McLaren, apesar de já virtualmente campeã de construtores outra vez, fomentou a rivalidade, ou “sem preferências”. Nenhum dos dois pilotos aceitaria, obviamente. O resultado foi esse. Afobação e falta de controle.

A faísca é inevitável. Esporte de alto rendimento que é em equipe e individual ao mesmo. Ego e talento de pilotos nascidos e acostumados com o número um e os louros da vitória e do protagonismo.

Eu imaginei que Norris, mesmo equivocado, daria uma de Verstappen: ou minimizaria o erro, culparia a equipe ou abriria guerra pública com Piastri. Mesmo atrás na tabela, ele é o britânico do time. A pressão bateu em Lando. Dominou em duas temporadas de ambientação de Oscar. Agora que vale um brilho (ou melhor, o título), começa a sentir o incômodo de ver o protagonismo escorrendo das mãos e batendo no muro.

Ele fez o que se esperava de sua personalidade: colocou panos quentes na hora, se culpou e se desculpou com Piastri e a equipe pela “manobra idiota”. Sim, foi pouco inteligente, de fato, mas Norris também não precisa entregar mais pontos dos que os 10 que ele perdeu no Canadá e os 22 que Oscar abriu em uma decisão equivocada.

A McLaren também reforçou o erro do pupilo e, nos últimos dias, salientou uma preocupação: como Norris irá reagir a isso nas próximas corridas.

É verdade, falta muito campeonato pela frente. Quebras, erros, acertos e desencontros acontecem. Até aqui, Piastri parece mais centrado, equilibrado, consistente e menos propenso a erros e disputas que podem lhe custar pontos para o título.

Com a vantagem, mesmo que mínima, a tendência é que cada vez menos corra esses riscos, seja com Norris, Verstappen, Russell ou qualquer outro que esteja no caminho. Em uma briga pelo campeonato, é preciso olhar para o todo, para dezembro.

Talvez não tenhamos uma grande rivalidade visceral. A verdade é que isso foi um grande golpe para Lando, confirmado pelo mesmo e pela equipe.

A expectativa era para termos um Alonso x Hamilton ou um Hamilton x Rosberg.

No universo da McLaren, pode ser que o terreno se desenhe para que Zak Brown, Piastri e Norris sejam, respectivamente, Ron Dennis, Hakkinen e Coulthard, trinta anos depois.

A diferença, é claro, é que na época não havia brigas e todos sabiam o seu papel. Ron Dennis, no caso, era admirador incondicional do bicampeão, enquanto Zak escolheria, se pudesse, Lando para ser o rosto da equipe e do título que irá chegar para Woking depois de 17 anos.

No entanto...

Quando o motor da McLaren de Lando Norris estoura faltando poucas voltas para o fim do GP da Holanda, ele perde o segundo lugar (que já era ruim) e vê Oscar Piastri abrir mais 25 pontos de vantagem no campeonato, eu pensei: agora, ainda temos um campeonato.

Até!

segunda-feira, 28 de julho de 2025

NÃO É POR ACASO

 

Foto: XPB Images

É sempre bom lembrar que Oscar Piastri chegou como o rookie mais badalado e pressionado dos últimos tempos. Não é todo dia que alguém vence F3 e F2 de forma consecutiva. Há um período de adaptação ao migrar para a outra categoria, mas ele não sentiu isso. Também não é comum um cara com essas credenciais ter ficado um ano mofando na Alpine.

Também é incomum um novato colocar a equipe na justiça para assinar com a McLaren. Mesmo que tenha se saído vencedor, uma porta importante se fechou, embora outra tenha sido arrombada. Chegar na F1 com o peso dos títulos que chegou e a pressão de uma desgastante e estressante batalha judicial me levou a escrever sobre a pressão que o australiano carregava nos ombros.

Tudo isso se soma ao fato de chegar em uma equipe irregular e com um dono claro: Lando Norris. Não seria fácil. Outros talentos também chegaram com pompa de futuros protagonistas, mas naufragaram por estarem no lugar errado e na hora errada. Sim, sempre lembrarei de Stoffel Vandoorne por aqui.

Nos primeiros anos, o esperado aconteceu. Sem testes ilimitados, é preciso tempo para começar a andar próximo de quem está habituado. Piastri sofreu, mas ainda assim conseguiu sua primeira vitória na carreira. Ele e a McLaren cresceram na hora certa.

Isso seguiu. Na hora da pomada, a McLaren voltou a ser protagonista. De campeã de construtores, agora o título é mais do que realidade. O único rival é o vizinho da garagem. Piastri, agora, está mostrando porque foi disputado judicialmente, porque é campeão da F3 e da F2. Quando se adaptou e viu o que estava em jogo, está levando vantagem. Isso é um aspecto importante, sobretudo no mundo da F1 onde tudo é construído para um piloto e brigas internas não são sinônimo de coisas boas.

Na outra ponta do grid, Gabriel Bortoleto chegou com as mesmas credenciais. Campeão da F3 e da F2 em sequência. Tudo começou com um sonho, que foi virando realidade graças ao próprio talento e o apoio de um certo Fernando Alonso. Isso é mais importante que alguma academia de pilotos, talvez.

Justamente o mais talentoso da leva que subiu para a F1 ficou com a pior vaga, talvez justamente por não ser de nenhuma academia de pilotos. Estar na Sauber, cada vez mais Audi, é uma faca de dois gumes: sem possibilidade de pontuar, Bortoleto não seria muito exigido. Basta não errar, não bater e não ser tão inferior ao super experiente Nico Hulkenberg.

O pessoal esquece que Hulk sempre foi subestimado. Não a toa segue na categoria. Nunca precisou de grana para estar lá. Na F1, adaptação é tudo, conta mais que a idade. Bortoleto vai precisar de paciência que os brasileiros nunca terão. Só ano que vem ele estará inteiramente habituado a um carro de F1, considerando também os aspectos físicos.

O início e o senso espetacular de aproveitamento de Hulk já pressionam o garoto. “Pô, perdendo de lavada pra esse velho?” Ritmo inferior, azares e erros da equipe também tensionam o ambiente na blogosfera tupiniquim. Será que o campeão da F3 e da F2 não vai arranjar nada na F1? É um animal diferente? Vai flopar? Ir para a Indy?

Se não ganha, não presta. Já sabemos como a coisa funciona e a banda toca. Acham que estar atrás de Hulk é demérito. Bortoleto é o segundo piloto da parada e está evoluindo de forma nítida. A diferença são as estratégias e o ritmo de corrida, que o brasileiro está melhorando aos poucos. Ninguém desaprende a dirigir.

A F1 está cheia de exemplos de talentos da base que não viraram o que se imagina. Provavelmente Bortoleto estará nessa lista. Afinal, se não for campeão, já terá o carimbo de fracassado dos brasileiros.

Que todos consigam ver o talento que Fernando Alonso vê nele há anos. Que os primeiros pontos da carreira (e também do Brasil no grid desde 2017) deem mais tranquilidade para Bortoleto realizar seu trabalho e seguir evoluindo na carreira.

Afinal, não é por acaso que Piastri e Bortoleto conquistaram o que conquistaram e chegaram aonde estão. Não é por acaso.

Até!

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

GP DOS EUA: Programação

 O Grande Prêmio dos EUA entrou no calendário da Fórmula em 1950. Até 1960, as 500 Milhas de Indianapólis faziam parte do circo da Fórmula 1. Desde então, o GP foi disputado nos circuitos de Riverside (1960), Watkins Glen (1961-1980), Sebring (1959), Phoenix (1989-1991), Indianapólis (2000-2007) e Austin (2012-).

Em 2020, em virtude do coronavírus, a etapa foi cancelada, retornando para o calendário em 2021.

Foto: Wikipédia

ESTATÍSTICAS:

Melhor volta em corrida: Charles Leclerc - 1:36.069 (Ferrari, 2019)

Pole Position: Valtteri Bottas - 1:32.029 (Mercedes, 2019)

Último vencedor: Max Verstappen (Red Bull)

Maior vencedor: Lewis Hamilton (2007, 2012, 2014, 2015, 2016 e 2017) - 6x


CLASSIFICAÇÃO:

1 - Max Verstappen (Red Bull) - 433 pontos (CAMPEÃO)

2 - Sérgio Pérez (Red Bull) - 224 pontos

3 - Lewis Hamilton (Mercedes) - 194 pontos

4 - Fernando Alonso (Aston Martin) - 183 pontos

5 - Carlos Sainz Jr (Ferrari) - 153 pontos

6 - Charles Leclerc (Ferrari) - 145 pontos

7 - Lando Norris (McLaren) - 136 pontos

8 - George Russell (Mercedes) - 132 pontos

9 - Oscar Piastri (McLaren) - 83 pontos

10- Lance Stroll (Aston Martin) - 47 pontos

11- Pierre Gasly (Alpine) - 46 pontos

12- Esteban Ocon (Alpine) - 44 pontos

13- Alexander Albon (Williams) - 23 pontos

14- Valtteri Bottas (Alfa Romeo) - 10 pontos

15- Nico Hulkenberg (Haas) - 9 pontos

16- Guanyu Zhou (Alfa Romeo) - 6 pontos

17- Yuki Tsunoda (Alpha Tauri) - 3 pontos

18- Kevin Magnussen (Haas) - 3 pontos

19- Liam Lawson (Alpha Tauri) - 2 pontos


CONSTRUTORES:

1 - Red Bull RBPT - 657 pontos (CAMPEÃ)

2 - Mercedes - 326 pontos

3 - Ferrari - 298 pontos

4 - Aston Martin Mercedes - 230 pontos

5 - McLaren Mercedes - 219 pontos

6 - Alpine Renault - 90 pontos

7 - Williams Mercedes - 23 pontos

8 - Alfa Romeo Ferrari - 16 pontos

9 - Haas Ferrari - 12 pontos

10- Alpha Tauri RBPT - 5 pontos

FIA GARANTE MOTOR PARA ANDRETTI

Foto: Indycar

Aprovada a candidatura dos americanos pela FIA, o passo seguinte é convencer as dez equipes e assinar o novo Pacto de Concórdia. O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, afirmou que as equipes não podem vetar a Andretti e que vai ajudar os americanos a assinarem com um fornecedor de motor enquanto a General Motors, parceira da Andretti, não estiver pronta para a F1, já em 2025.

Havia um pré-acordo dos americanos com a Renault, mas expirou em março e agora os franceses não têm interesse na parceria. Por regulamento, a FIA pode designar um fornecedor para a Andretti caso os americanos não consigam algum acordo. E duas seriam as possibilidades:

“Não é segredo, e estou certo de que é Alpine ou Honda, um deles venceria porque são as regras. Estou otimista com a GM chegando com a unidade de potência. Muito otimista, não apenas otimista. Nos últimos 20 meses, ter duas grandes OEMs (fabricantes de equipamentos originais, da sigla em inglês), Audi e Andretti/GM, e ter uma unidade de potência da Audi — e estamos na direção certa para ter uma da Cadillac —, é uma conquista", disse.

Essa guerra política parece ter um lado mais forte: a FIA, é claro. O desafio para a Andretti é não chegar tão atrasada na F1. É lógico que os primeiros anos, sem testes e pouco dinheiro, serão muito complicados. Lembram da Haas? Então, é melhor que Michael e companhia estejam preparados. Se a entrada já parece algo desgastante e difícil, permanecer na F1 sendo minimamente competitiva vai ser mais complicado ainda.

A ÚNICA ESCOLHA

Foto: Divulgação

No meio do imbróglio entre a opção de renovar com Alonso ou promover Oscar Piastri, a Alpine ficou sem as duas opções. Todo mundo lembra do drama do ano passado: os franceses queriam promover o australiano e enrolaram Alonso. 

Sem garantias de subir para o time, Piastri não queria ficar outro ano sem estar no grid e foi negociar com a McLaren, que iria se livrar do compatriota Daniel Ricciardo. O resto é história. E o agora empresário Mark Webber falou sobre essa decisão:

"Foi a única escolha que tivemos. Não foi muito reconfortante para nós no ano passado saber onde ele poderia acabar. Fiquei extremamente nervoso e frustrado por ele não ter corrido em 2022. Vemos o que perdemos. Ter um cara assim sem correr era uma farsa e estava me matando por dentro. A McLaren foi brilhante desde o início. Os acionistas, o tempo todo para garantir que ficariam com ele. Agora eles têm dois pilotos fenomenais", disse.

Ficou evidente a decisão arriscada de mudar de ares. Claro, Piastri chegaria com uma pressão muito granda ao "trair" a equipe que pavimentou o caminho desde a base. No entanto, os franceses se enrolaram com o excesso de opções e indefinições e Oscar aproveitou a chance que tinha. O tempo mostrou que o campeão da F3 em 2020 e da F2 em 2021 estava certo. Uma virada de chave na carreira.

TRANSMISSÃO:
20/10 - Treino Livre 1: 14h30 (Band Sports)
20/10 - Classificação: 18h (Band Sports)
21/10 - Classificação Sprint: 14h30 (Band Sports)
21/10 - Sprint: 19h (Band e Band Sports)
22/10 - Corrida: 16h (Band)



domingo, 8 de outubro de 2023

SEM PALAVRAS

 

Foto: Clive Rose/Getty Images

Qualquer coisa escrita sobre o tricampeonato de Max Verstappen é correta. Difícil achar algo ou algum prisma inédito que sirva para coroar o trabalho brilhante de um piloto e de uma equipe.

Gostaria de pontuar algumas situações. Em 2021, foi a questão Masi. Ano passado, a confirmação do bicampeonato veio depois da corrida em uma punição a Leclerc. Agora, o tri vem numa escapada do cada vez pior Pérez numa corrida sprint, num sábado. Max merecia maior reverência do destino para celebrar o ponto final das conquistas, mas é um detalhe menor, talvez.

Patética a FIA com suas ideias de zebras diferentes e limites de pista que não seja uma boa e velha brita. O constrangimento da Pirelli em ter que obrigar os pilotos a pararem nos boxes depois de certo número de vitórias para não repetir Indianápolis é expor uma marca que talvez não queira renovar com a categoria no médio prazo. Por quê não fazer o simples?

Por quê insistir em fazer sprints race e transformar o momento da consagração de um piloto geracional como se fosse uma gincana? Como dar importância a vitória numa sprint se isso não existe?

Enfim, vamos pontuar outras coisas.

A Mercedes saiu de controle na briga igualitária dos dois pilotos. Cada ponto é importante para um time tão regular mas que ainda não conseguiu fazer o grande salto. Hamilton testou alguns limites e dessa vez se deu mal. Pode ser o estabelecimento de uma linha traçada para o futuro esportivo da dupla do carro alemão, mas por sorte Russell ainda assim conseguiu se recuperar. Veremos se isso terá maiores sequelas quando os prateados voltarem ao protagonismo de vitórias e títulos. Como fazer?

Quem deu o grande salto e tem uma dupla de pilotos tão boa quanto a Mercedes é a McLaren. Lindo ver a grande evolução do time que no início do ano era eliminado no Q1. Piastri ainda não está no pico do desempenho, mas mesmo assim já incomoda Norris. Ainda tem um stint inferior, fruto da primeira temporada e a exigência física de um F1 ainda estar debilitando o jovem, mas Oscar responde porque venceu a F3 e a F2 de forma consecutiva e foi disputado a tapa por duas equipes. A Alpine deve se arrepender...

Sainz sequer largou e a Ferrari fica no meio do caminho. Uma corrida de sobrevivência que quase foi abreviada por um raro erro de Alonso, que ainda assim pontuou com a Aston Martin meio de tabela. Trabalho correto de Albon e alguns pontos fundamentais para a Alfa Romeo na briga do fim do grid, e com os dois pilotos ainda!

Pérez, Pérez, Pérez... que ele está de aviso em 2024 é evidente, mas não é possível alguém ter uma queda tão vertiginosa assim na temporada. Ele corre o risco de conseguir a proeza de não ser vice em uma temporada que o carro dele venceu 16 de 17 corridas... 16 de 17! São erros e falta de ritmo inacreditáveis... a gente sabe que a diferença dos pilotos e os estilos de pilotagem adaptados ao carro fazem a diferença, mas isso salta aos olhos até de nós, leigos! Qual o futuro de Checo Pérez daqui sei lá, uns seis meses?

Logan Sargeant é outro que só vai conseguir se salvar se for pela nacionalidade ou um protecionismo corporativista da equipe que o revelou, porque está errando demais, dando chance para o azar.

Max Verstappen: absoluto, imparável e tantos outros adjetivos. Definitivamente já dentro de um clubinho seleto, não apenas de tricampeões, mas dos grandes da história. Sim. Já. Não é empolgação.

Confira a classificação final do GP do Catar:


Até!

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

É AMANHÃ!

 

Foto: Clive Rose/Getty Images

36 anos depois, a F1 vai voltar a consagrar um campeão em um sábado. O último foi Nelson Piquet, quando Nigel Mansell bateu no treino do Japão e ficou fora da corrida no domingo, o que deu o tricampeonato para o brasileiro.

Pois bem, pro constrangimento ficar maior, Verstappen será tricampeão numa corrida sprint. Basta chegar em sexto. A única forma disso não acontecer é se o holandês bater em todas as corridas e Pérez fazer milagre, mas é difícil saber o que aconteceria antes.

Por exemplo, Verstappen larga na pole, com poucas voltas. Pérez não classificou para o Q3. Aí se tira o nível. Também está cada vez mais constrangedor para Stroll em relação a Alonso. Dizem que o canadense vai desistir da carreira e, como consequência, o papai Lawrence vai passar adiante o controle da Aston Martin. É um desperdício de vaga que nem todo o dinheiro do mundo compensa.

Mais uma vez a F1 teimosa, ao invés de optar pela brita ou algo do tipo, também tirou as zebras e fica com essas linhas idiotas. O resultado? Constrangimento para os pilotos: as McLaren, que eram p2 e p3, foram informadas durante as entrevistas que tinham passado dos limites da pista. Horrível expor os pilotos ao ridículo dessa forma. Assim, a Mercedes é que tem o papel de pelo menos tentar incomodar Max na primeira curva, com Russell e Hamilton.

A Ferrari decepcionou no treino, mas pode ser que consiga reagir na corrida. Sejamos sinceros: o resto é irrelevante.

A F1 aguarda finalmente pelo tri de Max Verstappen. Quanto mais cedo, mais enfadonho será o fim do campeonato. Já dá pra afirmar que o campeonato acaba nesse finde se nada der errado, certo?

É amanhã!

Confira o grid de largada para domingo:


Até!


domingo, 24 de setembro de 2023

3 PARA O TRI

 

Foto: Clive Rose/Getty Images

Acho que tô velho demais pra assistir corrida de madrugada em pleno sábado. Como a temporada não ajuda, então olhar os highlights e ler alguma coisa já serve para escrever. Aqui está o meu review/react do GP do Japão.

Bom, a Red Bull é hexacampeã de construtores. Seis corridas de antecedência. Em aproveitamento eu não sei, mas é o carro mais dominante da história. Conseguiu superar a Mercedes em termos de chatice e falta de imprevisibilidade. Tudo isso com um só piloto.

Pérez parece que guia com um carro diferente. É uma diferença abissal. Tipo a Benetton de 1995. O mexicano teve uma corrida constrangedora. Além dos erros, ainda teve que voltar pra pista pra não acumular punição para a próxima etapa. Eu fiquei envergonhado sem sequer assistir a corrida, imagina vivenciar isso.

Singapura foi uma exceção. Max Verstappen voltou a humilhar a concorrência e só precisa de três pontos para o tri. Ele deve vir no sábado, daqui 13 dias, na corrida sprint do Catar. Que coisa patética: um campeão no sábado... óbvio que não vai ser a primeira vez que isso aconteceria na F1, mas Max pode igualar o título de Nigel Mansell em 1992 como o mais antecipado da história: cinco etapas.

De resto... a McLaren pode até passar a Aston Martin nos construtores, hein? O time de Woking virou a segunda força com consistência. Lando Norris está batendo na trave. Uma hora a vitória chega... Oscar Piastri consegue o primeiro pódio na carreira. Parecia impensável quando ele chegou, agora com mais três anos de contrato. É uma dupla muito competente e estão entregando o que podem.

Claro, Lando ainda é o mais rápido e provavelmente vai ser o primeiro piloto, mas os dois se completam. Se a McLaren continuar evoluindo, é uma dupla que vai fazer muito barulho no médio prazo. É bom ver o ressurgimento da McLaren em um trabalho sólido.

A Mercedes precisa ajustar algumas coisas. Russell e Hamilton se atacando livremente pode ser um problema no futuro. Foi assim que a amizade entre o Sir e de Rosberg terminou. É melhor administrar agora que os alemães não estão brigando por vitória do que quando a equipe retomar o protagonismo.

Até mesmo nas estratégias os alemães erraram. Tentaram copiar o que Sainz fez em Singapura, mas aí Russell foi o sacrificado e Hamilton se limitou a defender um quinto lugar. É preciso melhorar essas questões internas antes que seja tarde. 

No resto, Alonso e as Alpine fizeram o que podiam. Lawson novamente na frente de Tsunoda, mas é o japonês que está incrivelmente prestigiado em uma estrutura sem paciência com os pilotos. Bem, amanhã eu escrevo mais sobre isso.

Red Bull hexa e Max Verstappen a três pontos do tri. A conquista vai ser sacramentada no sábado, 7 de outubro, no Catar. Salve a data no calendário e desfrute do carro mais dominante da história da categoria.

Confira a classificação final do GP do Japão:


Até!

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

PROGRAMAÇÃO NORMAL

 

Foto: Clive Rose/Getty Images

Oscar Piastri renovou com a McLaren até 2026. Se a entrada na categoria foi um imbróglio, a permanência vai ser tranquila. Um pouco de calmaria. Quer dizer, enfrentar Lando Norris não é tão tranquilo assim, mas o australiano está bem para quem ficou um ano sem guiar nada e chegou numa equipe estruturada e hierarquizada por Lando.

É uma dupla promissora e será interessante de continuar acompanhando a jornada dos dois juntos. Que a McLaren proporcione um carro competitivo para que eles briguem mais por vitórias e pódios.

Outra novidade do final de semana foi a utilizada dos pneus C2 de 2024, que serão mais macios e aderentes.

Ao que parece, Singapura foi apenas uma exceção a regra, onde a Red Bull não casou o carro com as características da pista. Em Suzuka, Verstappen foi o mais rápido nos dois treinos.

A briga pelo pódio segue equilibrada, com McLaren e Ferrari fortes, a Mercedes aparentemente um pouco mais atrás, a Williams rápida de reta e a Aston Martin no meio do pelotão.

Pode ser que até chova no final de semana, o que embaralha tudo, mas salvo as possíveis mudanças da mãe natureza, me parece que neste final de semana voltaremos a programação normal, que na temporada 2023 se chama Show de Max Verstappen.

Confira os tempos dos treinos livres:




Até!

domingo, 17 de setembro de 2023

CALCULADO

 

Foto: Reuters

O problema dessas corridas que mudam o horário em relação a classificação é que as vezes eu esqueço de colocar o horário certo no despertador. Resultado: assisti apenas a metade final da corrida. Tive que recorrer aos VTs para me inteirar sobre o resto.

Começando pelo sábado. Não era blefe. Coincidência ou não, a nova diretiva das asas e assoalhas tirou a competitividade da Red Bull, ao menos em voltas rápidas. Chocante a eliminação dos dois pilotos. Se Max Verstappen queria a 11a vitória, teve que se contentar com o 11° lugar no grid.

A pole foi de Carlos Sainz novamente. Na largada, Leclerc pulou para o segundo lugar e as chances de algo inédito no ano eram evidentes. Por outro lado, a Red Bull tinha ritmo para escalar o pelotão. O ritmo não foi tão afetado, mas isso é papo para outras corridas e outros textos. 

As Mercedes e Norris seguiam no encalço de Sainz, protegido pelo escudeiro Leclerc. Percebam a inversão dos papéis. Quem deveria ser o líder do time era o monegasco, mas na prática vimos as duas melhores pilotagens de Sainz na carreira, digno de um líder e um piloto de ponta.

Um Safety Car aparentemente ridículo mudou as estratégias e sepultou a Red Bull. Leclerc caiu para quarto e aí então vimos o Sainz frio e calculista: segurar o grid para que Norris, em segundo, pudesse se defender dos ataques da Mercedes, enquanto Carlos segurava o ex-colega de McLaren.

Não é novidade isso. Hamilton tentou a mesma coisa para que Rosberg fosse ultrapassado e perdesse o título de 2016, mas na época isso não deu certo. Um risco calculado que seria criticado se desse errado para o espanhol.

Quando Ocon abandonou, era necessário o Safety Car, mas a americanização da categoria dessa vez optou pelo Virtual Safety Car. Russell parou e, com pneus mais novos, foi à caça. Era até o favorito a vencer.

No entanto, ele não conseguiu passar, ficou travado em Norris. Não bastasse isso, ainda bateu nas voltas finais, quando já não tinha pneu para ultrapassar. Perdeu o timing. A impressão é que Hamilton parecia mais inteiro para vencer, mas a Mercedes teve que priorizar quem andou a frente no final de semana inteiro. Russell está abaixo do esperado. Quando se espera mais do que um acumulador de pontos, ele tem falhado. Hoje, a vitória estava ao alcance e a desperdiçou.

Frio e calculista, Carlos Sainz coroou toda a luta das últimas corridas para vencer pela segunda vez na carreira e mostrar que, hoje, não é segundão da Ferrari. Se falta velocidade, sobra inteligência, ritmo e agora vimos mais arrojo e garra para defender e lutar para a vitória. Está fazendo o que Leclerc deveria, mas a irregularidade do monegasco e o brilhantismo do espanhol jogam luzes amarelas para o "dono do time". 

Sainz, com contrato até o ano que vem, já começa a acenar para ter um papel melhor na equipe. A renovação começa a fazer sentido, baseado num mundo onde somos sempre a última corrida ou algo do tipo. A primeira vitória da Era Vasseur e o fim da sequência avassaladora da Red Bull.

Apesar dos pesares, o ritmo dos taurinos foi bom. Em mais algumas voltas, Verstappen conseguiria o quarto lugar. Poderia brigar mais de perto se não fosse o azar do Safety Car controverso. Pérez segue atrás e ainda acabou com a corrida de Albon. O prêmio foi uma punição inútil que é praticamente um convite para os pilotos de que o crime compensa.

Norris é um pilotaço. Deixou a Mercedes no bolso. Está maturando a primeira vitória na carreira. É um ano de grande explosão como "dono" da McLaren, que avança significativamente enquanto coletivo e estrutura de equipe. O futuro pode ser animador para Zak Brown e companhia. 

Liam Lawson mostra que merece uma das vagas da Alpha Tauri. Foi para os pontos na terceira corrida. Considerando que a próxima etapa é no Japão, onde corria na Super Fórmula, é obrigação continuar. Ricciardo que se vire. Tsunoda, aliás, pode estar em apuros. 

Gasly bem, boa corrida de recuperação para Piastri e o pontinho da sorte para coroar o trabalho de Magnussen. O conto de fadas da Aston Martin terminou. Hoje foi apenas um carro na pista, pois Stroll destruiu o dele no treino e não largou.

Merecida e justa vitória de Sainz pelo trabalho que realizou nas últimas corridas. O ex-Red Bull é responsável pelo fim da sequência impressionante dos taurinos. A questão é: não teve encaixe nesse final de semana ou podemos ver algum padrão para o restante da temporada? A gente agradece, afinal, tomara que voltemos a ter corridas mais competitivas valendo a vitória.

Confira a classificação final do GP de Singapura:


Até!

domingo, 27 de agosto de 2023

RECORDE EM CASA

 

Foto: Dan Istiene/Getty Images

Nove vitórias seguidas. A consagração em casa. Max Verstappen se igualou, hoje, a Alberto Ascari e Sebastian Vettel. A busca pela décima, já semana que vem, é mais do que possível: é provável. Não há nada que possa impedir Max, nem a mãe natureza.

A corrida começou como se fosse aqueles modos de videogame ou a tal da "chuva artificial", uma das célebres declarações de Bernie Ecclestone. Durante a primeira volta, a chuva veio e começou a mudar tudo. Pérez e Zhou, que fizeram isso no primeiro giro, se deram bem. O mexicano tinha aberto 13 segundos de vantagem em pouquíssimas voltas. Parecia ter a faca e o queijo na mão para reagir.

A pista foi secando. Enquanto isso, Alonso pulou de quinto para segundo no início da corrida, na chuva, para mostrar porque é a Fênix. Estava no páreo. Norris e Russell, candidatos a pódio, sucumbiram aos azares e erros de estratégia das equipes. Muitos optaram por não parar, pois seria uma chuva fraca. Mesmo assim, fez estrago.

Com a pista seca, novas trocas. Antes, o Safety Car causado por Logan Sargeant juntou o grid, o que propiciava táticas diferentes, como Russell indo de duros até o final. Nesse meio tempo, Gasly saiu do meio do grid para as primeiras posições, seguido de Sainz e Albon, em grande fase. Norris, Hamilton e Russell tentavam se recuperar, mas a verdade é que a corrida depois dos quatro primeiros era loteria pura.

Quando as coisas pareciam se acalmar, um temporal nas últimas voltas. Carros aquaplanando. Zhou batendo. É proibido correr na chuva, então mais uma vez tivemos bandeira vermelha no final. O suspense da relargada. Pra quê fazer pneu de chuva se é proibido correr nessas condições? É fazer a gente de palhaço. Podiam ter encerrado a corrida que nada mudaria.

Digo, Russell teve um incidente com Norris e perdeu pontos. Pérez rodou e perdeu a segunda posição para Alonso. Desgraça pouca é bobagem: foi parar para colocar pneu de chuva forte e acelerou demais no pit. Punido. Para quem tinha todas as condições de finalmente reagir, terminar fora do pódio em virtude da punição enquanto Max faz história é de desanimar. A "sorte" do mexicano é que a pressão, por ora, está adiada: Ricciardo teve uma lesão no pulso e pode ser ausência também para as próximas corridas. Oportunidade para Liam Lawson ser um pouco competitivo contra Tsunoda.

Don Alonso voltou ao pódio e parece mais feliz agora do que quando disputava o título. Está desfrutando. Parece aquele de 2005 que fazia os gestos com a mão no carro depois de vencer e gritava "Toma!" quando saía do bólido.

Gasly, com uma ótima estratégia e pulo do gato, conquista o primeiro pódio com a Alpine, que busca se reestruturar depois das mudanças realizadas na pausa do verão europeu. O destaque dos pontos não é mais uma novidade: Alexander Albon é demais para a Williams no momento, mas o que estaria sendo reservado para o tailandês nascido e criado na Inglaterra?

Max Verstappen vai em busca da décima. Chove, seca, tudo vira de cabeça para baixo na corrida, menos a posição dele. É um trabalho invejável. Constante, não erra, é de outra categoria, capitaliza tudo o que tem. Adjetivos e elogios já são repetitivos e chatos. A questão é olhar além: o que será Max Verstappen na história da F1, para delírio dos animados holandeses?

Confira a classificação final do GP da Holanda:


Até!


quinta-feira, 10 de agosto de 2023

ANÁLISE PARCIAL DA TEMORADA 2023: Parte 1

 

Foto: Getty Images

A F1 está nas férias de verão, então você já sabe: chegou a hora de analisarmos o desempenho dos pilotos nesta primeira metade da temporada. Neste post, iremos abordar a Red Bull, Ferrari, Mercedes, Alpine e McLaren.


Foto: Getty Images

Max Verstappen – 10,0 – Não tem muito o que discutir. É uma temporada quase perfeita. Poucas vezes vimos uma dominância tão absurda e absoluta de um piloto e uma equipe num ano, digo, metade dele. Imagina o que Max e a Red Bull podem fazer na segunda metade? Melhor não... tem cara de algo mais histórico ainda.

Sérgio Pérez – 7,5 – No início, até chegou a fazer frente para Max. Depois, sucumbiu. Que a diferença é enorme é evidente, mas a perfeição de Max constrange o quanto o mexicano está sofrendo para manter o vice-campeonato. Não sabemos se é um carro diferente, mas com certeza Pérez pode fazer e tanto ele quanto a equipe sabem disso. A partir de agora, uma ameaça australiana vai pairar o ambiente de Checo.


Foto: Getty Images

Charles Leclerc – 8,0 – Muitos altos e baixos. Erros e ainda inconstância aliados a incompetência da Ferrari. É uma relação tóxica, de responsabilidade compartilhada. Leclerc é um piloto muito veloz nos treinos, tanto que conseguiu ser pole duas vezes, mas ainda tem problemas de ritmo e consistência. Já era para ter passado dessa fase, mas também entendemos que o ambiente caótico da Ferrari dificulta o processo.

Carlos Sainz – 7,5 – Até faz uma boa leitura da corrida, mas não consegue imprimir ritmo, consistência e velocidade. É inferior a Leclerc e está limitado pelos problemas da Ferrari. Com mais um ano de contrato, a verdade é que Sainz atingiu o teto na carreira. O que pode ser feito é buscar mais velocidade, mas está muito evidente que nesse departamento a inferioridade para Leclerc é quase irreversível.

Foto: Getty Images

George Russell – 7,5 – Está abaixo do que pode, seja por problemas, azares ou menos ritmo em relação a Hamilton. Depois de um 2022 muito promissor e impressionante, George está oscilando. É normal, o carro da Mercedes tem seus altos e baixos e o vizinho de equipe é simplesmente um dos maiores nomes do esporte. O ritmo e a consistência sempre foram armas fortes de Russell, juntamente com a boa leitura da corrida. Está faltando mais velocidade e melhores tomadas de decisões para ser aquele piloto eficaz e oportunista que se destacou com uma vitória no ano passado.

Lewis Hamilton – 9,0 – Hamilton diz que não está mais no auge, mas é um dos três pilotos que pontuou em todas as etapas até aqui. Está mais adaptado ao carro, embora o W14 ainda não lhe dê condições de vitória, o que desanima quem sempre esteve acostumado a ficar no lugar mais alto do pódio. É claro que a idade pode dificultar algum aspecto, mas Hamilton continua com seus lampejos de velocidade e stints muito bons. Está faltando carro. Aí, certamente, a percepção sobre o auge vai mudar.

Foto: USA Today

Esteban Ocon – 7,0 – A Alpine estagnou ou até mesmo regrediu, assim como Ocon. Erros, incidentes, punições, azares, problemas. Está menos constante. Também é vítima da bagunça administrativa e das mudanças de rumo do time francês, mas precisa fazer mais para continuar valorizado entre os potenciais pilotos de elite do curto prazo.

Pierre Gasly – 6,5 – Chegar numa nova equipe é sempre complicado. Tudo bem que a Alpha Tauri não era outro exemplo de excelência organizacional, mas isso também pesa na Alpine. São os mesmos problemas de Ocon, mas a diferença é que Pierre está um pouquinho mais errático e menos consistente. Pouca diferença, mas que se reflete na colocação de ambos no Mundial. É uma temporada de adaptação, mas não pode perder a confiança, do contrário a guerra interna contra um ex-“inimigo” da base pode também estar comprometida.

Foto: Getty Images

Lando Norris – 8,0 – Cresceu conforme a atualização da McLaren em Silverstone, que devolveu o time de volta para o jogo. Lando está consolidado, é um dos pilotos tops. Extrai o máximo do carro e raramente erra. Era o caso do “precisa de um carro melhor”. Quando a atualização propiciou o protagonismo, ele foi lá e esteve no pódio, sempre muito veloz. A segunda metade do ano pode ser ainda mais empolgante se a McLaren continuar nesse nível de protagonismo.

Oscar Piastri – 7,5 – Um início tímido, se adaptando a equipe e, principalmente, a categoria, depois de um ano inativo e recheado de polêmicas. A exemplo de Lando, bastou uma atualização certeira para que Oscar mostrasse e justificasse porque venceu a F3 e a F2 de forma consecutiva. É um piloto de muito talento e potencial. O pódio bateu na trave por diferentes fatores, mas a escala de progressão é muito animadora e promissora.

E esta foi a primeira parte. Concorda? Discorda? Escreva nos comentários!



segunda-feira, 10 de julho de 2023

PICOS E ARMADILHAS

 

Foto: Getty Images

Escrevo isso sentado numa cadeira no meu quarto. No momento, não tenho como estar num avião como Oscar Piastri ou Lando Norris. A conta bancária deles vai muito além de 30 reais e algum sonho.

Uma dupla extremamente talentosa na McLaren. De Norris já sabemos o que esperar, e ele continua mostrando cada vez mais resultado. Não a toa ele fez Daniel Ricciardo ser pago para não trabalhar mais em Woking.

Do outro lado, Oscar Piastri. Uma das estreias com maior pressão na categoria nos últimos tempos. Não pela desconfiança do talento, afinal ninguém vence F3 e F2 de forma consecutiva sem ter o algo a mais, mas sim por chegar na McLaren após uma briga judicial com a Alpine e enfrentar Norris, o dono do time e pupilo de Zak Brown, com um ano inativo, só em simuladores franceses.

Uma nova rota para obter novas coisas. Embora a situação na Alpine fosse terrível e as consequências pudessem ser bem ruins, Piastri recusou a oferta. Manteve a postura e foi para a McLaren para prosperar.

O carro da McLaren não começou bem, igual ano passado. Inexperiente na categoria, é natural que Piastri levasse desvantagem nos treinos, no ritmo de corrida e nas atualizações atrasadas do carro. Ficou evidente que a verdadeira diferença de ambos não estava reproduzida nos pontos, qualyfings ou corridas. Norris ainda não atingiu o auge, é verdade, mas Piastri tem uma margem de crescimento muito maior. Silverstone mostrou isso para ambos.

O final de semana quase propiciou um pódio duplo, o que seria o primeiro do australiano. Um Safety Car e talvez uma estratégia equivocada de pneus não permitiram isso. A questão é: qual é o potencial da McLaren? É possível continuar melhorando o carro a partir das atualizações para mostrar que esse ritmo não foi apenas abençoado pela corrida da casa?

É possível ter essa consistência de se defender de Mercedes com pneus macios e ainda assim dar um certo incômodo no intocável Max Verstappen? Se a McLaren fizer o trabalho dela, os pilotos também vão.

Milhares de segundos e milésimos. Os problemas, perdas e erros são lições aprendidas, como Norris ter perdido a vitória inédita na Rússia por não colocar pneu de chuva. Ele também lida com a própria saúde mental até hoje e está prosperando.

Piastri está no caminho do crescimento. Vai maturando e melhorando o desempenho. No futuro, talvez, possa estar no mesmo nível ou além de Norris, afinal tem credenciais para isso. Vai depender do contexto e do time moldado (ou não) para Lando e os projetos futuros que envolvem a equipe de Zak Brown e outros movimentos de mercado, principalmente para 2026.

Há picos e armadilhas. Desistir não é o caminho, pessoal, diria o autor do ep STILL (Five and a F*** You) em um passado não muito distante.

Até!

FÓRMULA VERSTAPPEN

 

Foto: Getty Images

Tirando Max, até que a F1 está bem interessante, com grandes disputas e alternâncias, menos pelo primeiro lugar. Um universo paralelo.

Começando que, novamente, aquele que deveria fazer alguma frente sequer finge. Outra vez Checo Pérez ficou pelo caminho e conseguiu ser eliminado no Q1 no sábado. Nem mesmo a corrida de recuperação tímida, com o Safety Car, o defende. Só o patrocínio de Carlos Slim e o sucesso estrondoso de Max que colocam essas questões para segundo plano.

A grande novidade do final de semana. Será que o desempenho da McLaren é fruto do acaso do finde ou podemos ver o time de Woking consistente nas próximas semanas? Piastri recebeu as atualizações e também brilhou. O azar do Safety Car tirou o que seria o primeiro pódio do jovem australiano.

Norris é realidade. Só precisa de um carro para fazer o que faz. Assumiu a ponta largando melhor e depois fez o que era possível. No fim, o que poderia ser um erro de conservadorismo da McLaren ao escolher os pneus duros para a parte final se mostrou um acerto graças a garra e qualidade dos pilotos, que resistiram com maestria aos ataques da dupla da Mercedes.

Norris e Piastri, cada vez mais ambientado com a categoria, com o equipamento certo, podem fazer muitas coisas na F1. Depende da McLaren agora transformar isso em algo raro ou recorrente. Como é bom ver o talento prosperando.

A Mercedes segue no mesmo ritmo, mas em corrida ainda está bem. Hoje, teve sorte e competência para ganhar posições no Safety Car e conseguir mais um pódio para Hamilton - o 195° da carreira - azar de Russell, uma tônica no ano. Ainda falta algo a mais para as ex-flechas de prata. O caminho é longo e surgem muitos adversários. Uma hora é Aston, outra McLaren, depois Ferrari... só falta a Alpine chegar.

A Ferrari foi a de sempre: azar e incompetência na estratégia. Tiraram Leclerc e Sainz de bons pontos para ficarem em nono e décimo. Só três. É impressionante a falta de leitura, timing e consequentemente sorte para esses caras. Não tem como não enlouquecer sendo torcedor ou algum membro do cavalinho rampante.

A Aston Martin parou e as adversárias cresceram. Sozinha com Alonso, alguns bons pontos também graças a estratégia e a sorte do Safety Car e só. Talvez uma nova atualização para depois das férias seja necessária para voltar a sonhar com pódios. Muitos já falam em projeto 2024...

Albon é uma realidade. A veloz Williams foi consistente o final de semana inteiro, então não foi surpresa mais pontos para o tailandês nascido e criado na Inglaterra. Quase que ele passa Alonso e ainda deixou as Ferrari para trás. No mínimo, está cavando um retorno para alguma equipe melhor estruturada.

Alpine longe do potencial e a bagunça de sempre, Haas com problemas e as Alf(ph)as jogadas às traças: Tauri e Romeo. 

A Fórmula 1 sem Verstappen seria algo muito bacana. As forças mudam conforme as corridas e as atualizações fazem com que todos consigam brigar, ou ao menos sonhar e surpreender. Menos para vencer, é claro. Aí, Max continua na viagem solitária rumo ao tri campeonato.

Confira a classificação do GP da Inglaterra:


Até!

quinta-feira, 25 de maio de 2023

GP DE MÔNACO: Programação

 O Grande Prêmio de Mônaco é um dos GPs mais conhecidos do automobilismo, juntamente com as 500 milhas de Indianopólis e as 24 horas de Le Mans. É um circuito de rua de Monte Carlo, com 3340 metros de extensão e que exige  muita precisão, devido a uma grande quantidade de curvas e a estreita largura das ruas que formam o percurso.

Passou a integrar o calendário da Fórmula 1 em 1955.

Em 2020, em virtude do coronavírus, a corrida de rua não foi realizada pela única vez na história, retornando ao calendário nesta temporada.


Melhor volta em corrida: Lewis Hamilton - 1:12.909 (Mercedes, 2021)

Pole Position: Lewis Hamilton - 1:10.166 (Mercedes, 2019)

Último vencedor: Sérgio Pérez (Red Bull)

Maior vencedor: Ayrton Senna - 6x (1987, 1989, 1990, 1991, 1992 e 1993)


CLASSIFICAÇÃO:

1 - Max Verstappen (Red Bull) - 110 pontos

2 - Charles Leclerc (Ferrari) - 104 pontos

3 - Sérgio Pérez (Red Bull) - 85 pontos

4 - George Russell (Mercedes) - 74 pontos

5 - Carlos Sainz Jr (Ferrari) - 65 pontos

6 - Lewis Hamilton (Mercedes) - 46 pontos

7 - Lando Norris (McLaren) - 39 pontos

8 - Valtteri Bottas (Alfa Romeo) - 38 pontos

9 - Esteban Ocon (Alpine) - 30 pontos

10- Kevin Magnussen (Haas) - 15 pontos

11- Daniel Ricciardo (McLaren) - 11 pontos

12- Yuki Tsunoda (Alpha Tauri) - 11 pontos

13- Pierre Gasly (Alpha Tauri) - 6 pontos

14- Sebastian Vettel (Aston Martin) - 4 pontos

15- Fernando Alonso (Alpine) - 4 pontos

16- Alexander Albon (Williams) - 3 pontos

17- Lance Stroll (Aston Martin) - 2 pontos

18- Guanyu Zhou (Alfa Romeo) - 1 ponto


CONSTRUTORES:

1 - Red Bull RBPT - 195 pontos

2 - Ferrari - 169 pontos

3 - Mercedes - 120 pontos

4 - McLaren Mercedes - 50 pontos

5 - Alfa Romeo Ferrari - 39 pontos

6 - Alpine Renault - 34 pontos

7 - Alpha Tauri RBPT - 17 pontos

8 - Haas Ferrari - 15 pontos

9 - Aston Martin Mercedes - 6 pontos

10- Williams Mercedes - 3 pontos


"FUTURO CAMPEÃO"

Foto: Getty Images

Apenas quatro corridas e quatro pontos no começo da jornada na F1, mas o otimismo com Oscar Piastri é grande na McLaren. E não é qualquer entusiasta: é simplesmente o CEO Zak Brown, que foi até a justiça para tirar o australiano da Alpine e substituir o compatriota Daniel Ricciardo.

Apesar das dificuldades que o carro encontra e também por ter alguém como Lando Norris como companheiro de equipe, Brown não poupa palavras elogiosas para o campeão da F3 e da F2:

“Estamos muito impressionados, ele é muito focado e não cometeu nenhum grande erro. Apenas a exploração típica dos limites, ou o travar de uma roda aqui e ali. Ele não esteve em todas essas pistas, então as primeiras indicações são de que temos um futuro campeão mundial em nossas mãos", disse.

Brown também se disse satisfeito com a adaptação de Piastri na categoria (o australiano ficou 2022 parado após conquistar F3 e F2 na sequência) e também se mostrou muito empolgado com a dupla de pilotos, ressaltando que agora a responsabilidade é da McLaren em oferecer um carro compatível com a qualidade dos pilotos.

“A combinação de Lando Norris e Oscar Piastri, não consegui pensar em uma dupla de pilotos melhor. Oscar fez um trabalho fantástico e está trocando tempos de volta com Lando agora, e é isso o que queremos.

O Oscar tem sido impressionante desde que o colocamos no carro. Ele é muito maduro. Ele é muito focado e muito técnico. Nós apenas temos que trabalhar para dar a ele um carro mais rápido agora”, finalizou.

É uma dupla promissora. É claro que Piastri ainda precisa mostrar mais, mesmo que o carro não permita tanto no momento. Um passo de cada vez. Um cara que venceu F3 e F2 no primeiro ano tem credenciais mais do que suficientes para ter esse tipo de tratamento. 

A questão conturbada com a Alpine aumenta a pressão no jovem, mas se ele e a McLaren desenvolverem aquilo que se espera de ambos, o futuro de Piastri e de Woking pode ser muito produtivo e esperançoso.

O CÃO ARREPENDIDO VOLTOU DE NOVO

Foto: Getty Images

A Gazzetta Dello Sport noticiou e as partes confirmaram, na quarta-feira (24), o anúncio da parceria entre a Honda e Aston Martin para que os japoneses sejam os fornecedores de motores do time a partir de 2026, quando o novo regulamento da F1 entra em vigor.

A Honda saiu da F1 oficialmente no final de 2021, quando, depois de anos de trabalho, conseguiu voltar a ser campeã juntamente com a Red Bull, após anos constrangedores na tentativa de reeditar o momento mágico da McLaren dos anos 1980 para o agora.

Com melhoras na parte elétrica e combustível 100% sustentável, os japoneses e a Aston Martin se encontram numa ocasião bem ambiciosa: a Red Bull já acertou com a Ford para o período e o time de Lawrence Stroll entende que, para ser protagonista, é preciso ter um fornecedor próprio: chega de pegar as sobras da Mercedes.

O acordo, inicialmente, é até 2030.

Tem tudo para isso aí dar bom, a princípio: Stroll pai é ambicioso e os japoneses metódicos. Eles demoram, mas entregam resultado. Claro, está tudo muito distante, então as outras variáveis são meramente especulativas hoje em dia: quem será o parceiro de Stroll nesse novo momento? O carro vai encaixar com o motor no novo regulamento? O bólido será bem nascido? O know-how japonês da última década ainda é útil para uma nova revolução tecnológica na F1? Espero responder isso daqui três anos.

TRANSMISSÃO:
26/05 - Treino Livre 1: 8h30 (Band Sports)
26/05 - Treino Livre 2: 12h (Band Sports)
27/05 - Treino Livre 3: 7h30 (Band Sports)
27/05 - Classificação: 11h (Band e Band Sports)
28/05 - Corrida: 10h (Band)


segunda-feira, 20 de março de 2023

À DERIVA

 

Foto: Motorsport Images

Mais uma vez, a McLaren começa a temporada de forma preocupante. Não sabemos se o time de Woking vai se recuperar, mas a tendência parece não ser positiva. As respostas ao teste da pré-temporada confirmaram a preocupação de Zak Brown e a irritação de Lando Norris.

As duas primeiras corridas também reforçam essa impressão. Resultados aquéns e a dupla brigando com o novato Logan Sargeant, da Williams.

Me parece que Oscar Piastri evoluiu desde o Bahrein. Chegou a bater roda com Norris, mais experiente e com a equipe na mão pelo óbvio talento. O australiano escolheu o destino: a pressão de rejeitar a Alpine aumentou ainda mais a cobrança pra cima do campeão da F2 e F1.

Com um carro ruim, fica tudo mais difícil. A questão da McLaren também é outra: depois de um crescimento consistente nos últimos anos, o novo regulamento embaralhou as coisas. Virou uma montanha russa.

A equipe enfrenta problemas financeiros, tanto que a sede de Woking está a venda desde a pandemia. O motor Mercedes, sendo uma cliente, impede a tentativa de protagonismo com um projeto novo, a não ser que Zak Brown esteja tentando um coelho da cartola para 2026.

Até aqui, parece que a única solução para a sobrevivência da McLaren enquanto um time grande e relevante é esse: uma parceria inédita. Claro, a experiência Honda foi traumática e também contribuiu com essa decadência, mas se o carro atual foi mal nascido, serão anos complicados, por mais que exista uma dupla jovem, forte, talentosa e motivada para extrair o que for possível do carro.

No momento, o que parece, é que a McLaren é um barco à deriva. Com as movimentações das equipes ponteiras, certamente Lando Norris seria um candidato possível para qualquer carro melhor. Só imaginar que Alonso e Hamilton em breve vão se aposentar, tem o lugar de Sainz... é um cenário que Zak Brown e o piloto britânico certamente têm no horizonte.

Os próximos anos e projetos serão fundamentais para saber se a McLaren tenta conseguir retomar o passado vencedor ou continua, lentamente, o processo de nova Williams.

Até!

quinta-feira, 2 de março de 2023

GP DO BAHREIN: Programação

 Um dos mais recentes GPs da Fórmula 1 (começou a ser construído em 2002) o Grande Prêmio do Bahrein começou ser disputado em 2004. Desde 2014, a corrida é realizada de noite, "imitando" Cingapura.

Em 2023, pela quinta vez na história, o circuito barenita será palco da abertura da temporada.

Foto: Wikipédia

ESTATÍSTICAS:

Pole Position: Lewis Hamilton - 1:27.264 (Mercedes, 2020)

Melhor volta em corrida: Michael Schumacher - 1:30.252 (Ferrari, 2004)

Último vencedor: Charles Leclerc (Ferrari)

Maior vencedor: Lewis Hamilton (2014, 2015, 2019, 2020 e 2021) - 5x


AINDA FORA DE RITMO

Foto: Getty Images

Um dos personagens da temporada 2023 será Oscar Piastri. O australiano, campeão da F3 em 2020 e da F2 em 2021, chegou na McLaren após uma disputa judicial com a Alpine. Esses elementos já são o suficiente para que o jovem australiano estreie bastante pressionado na F1, além de dividir a equipe com Lando Norris, que triturou Daniel Ricciardo nas temporadas anteriores.

Com apenas três dias de testes e um ano inativo num bólido, pois ficou apenas como reserva da Alpine em 2022, Piastri revelou que ainda não se sente totalmente confiante na nova equipe:

“Acho que cumpri a maioria dos objetivos, sinto que estou em um lugar muito bom antes da próxima semana. Acho que ainda posso melhorar muito. Não estou 100% feliz com minha pilotagem, mas acho que nunca ficaria confortável com apenas um dia e meio no carro”, disse.

Além disso, soma-se os problemas de confiabilidade na McLaren, o que fez com que tanto ele quanto Norris andassem bem menos que os adversários na pista.

“Então, ainda estou chegando lá, fazendo progresso ao longo dos três dias, eu acho. Meu entendimento é bom, mas é uma pena que não tenhamos mais voltas para tentar melhorar isso na pista”, concluiu.

Talento o australiano tem de sobra. O problema são todas essas junções de contextos: inatividade, polêmica extra-pista, estrear numa equipe grande contra um piloto muito talentoso, poucos dias de testes e o carro apresentando problemas... a jornada de Oscar Piastri com certeza vai ser uma das mais observadas de perto e com mais pitadas de drama nessa temporada.

SEIS CORRIDAS

Foto: Getty Images

Esse é o tempo que George Russell acredita que a Mercedes tem para encontrar o ritmo e evoluir na temporada. O número exato tem explicação lógica: depois disso, começa a temporada europeia em Ímola, onde tradicionalmente as equipes apresentam os primeiros pacotes de atualizações do carro na temporada.

Se o W14 não tem o problema dos quiques igual o antecessor, a verdade é que o novo carro ainda parece distante de Red Bull e Ferrari, ao que parece. Nada que desanime Russell, confiante na capacidade da equipe para crescer durante o ano, tal qual em 2022.

“Não quero sentar aqui e dizer que a Mercedes está de volta, pois isso seria completamente injusto. E, pelo que vimos, a Red Bull é muito, muito forte. O que posso dizer é que tenho a melhor equipe do mercado, e todos estão trabalhando duro para colocar a Mercedes de volta no topo”, disse.

“Quando você olha para o calendário, acho que só temos cinco corridas nos primeiros dois meses e meio, três meses, enquanto que, no final da temporada, serão dez ou 11 no mesmo período”, completou.

Russell resume que o período mais livre de três semanas no calendário, entre Austrália e Azerbaijão em virtude do cancelamento do GP da China, é onde a Mercedes precisa estar pronta, de fato:

“Esta temporada será vencida ou perdida da metade em diante, não nas primeiras cinco corridas. Por mais que queiramos vencer no Bahrein, sabemos que é mais importante termos o carro certo na janela certa na sexta corrida, quando os grandes pontos serão conquistados”, concluiu.

É aquela máxima do "Calma, não criemos pânico". A Mercedes e Russell tentam olhar o copo cheio: "somos tão bons que podemos evoluir e crescer com o passar do ano". O copo meio vazio: era para estar no mesmo nível da Red Bull e talvez não dê tempo de brigar pelo título, considerando que os taurinos certamente também vão avançar casas durante a temporada.

TRANSMISSÃO:
03/03 - Treino Livre 1: 8h30 (Band Sports)
03/03 - Treino Livre 2: 12h (Band Sports)
04/03 - Treino Livre 3: 8h3o (Band Sports)
04/03 - Classificação: 12h (Band e Band Sports)
05/03 - Corrida: 12h (Band)


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

GUIA TEMPORADA 2023: Parte 1

 

Foto: Getty Images

A F1 2023 está chegando! E com ela, os tradicionais posts de apresentação das equipes, pilotos e o que espero deles na temporada! Nesta primeira parte, vou analisar Red Bull, Ferrari, Mercedes, Alpine e McLaren:

ORACLE RED BULL RACING

Foto: Reprodução/Red Bull

Pilotos: Max Verstappen (#1) e Sérgio Pérez (#11)

Chefe de Equipe: Christian Horner

Títulos de Pilotos: 6 (2010, 2011, 2012, 2013, 2021 e 2022)

Títulos de Construtores: 5 (2010, 2011, 2012, 2013 e 2022)

Vitórias: 92

Pódios: 234

Pole Positions: 81

Voltas Mais Rápidas: 84

Max busca o tricampeonato e a Red Bull o hexa de construtores, o segundo consecutivo. Com a relação abalada com Pérez, a prioridade não muda muito: a equipe é do holandês. Com Adrian Newey e a expertise de uma equipe experiente e vencedora, os taurinos desejam se manter no topo. A questão é se o relacionamento, agora conturbado dos pilotos, pode atrapalhar em algo. Vettel e Webber não eram melhores amigos, mas agora os tempos são outros: a Mercedes quer buscar o tempo perdido e a Ferrari tenta surpreender.

SCUDERIA FERRARI

Foto: Reprodução/Ferrari

Pilotos: Charles Leclerc (#16) e Carlos Sainz Jr (#55)

Chefe de Equipe: Frederic Vasseur

Títulos de Pilotos: 15 (1952, 1953, 1956, 1958, 1961, 1964, 1975, 1977, 1979, 2000, 2001, 2003, 2004 e 2007)

Títulos de Construtores: 16 (1961, 1964, 1975, 1976, 1977, 1979, 1982, 1983, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2007 e 2008)

Vitórias: 241

Pódios: 793

Pole Positions: 242

Voltas Mais Rápidas: 258

O início bom virou nada, como sempre. Ao menos o início foi bom, mas não é o bastante para a Ferrari sair da fila. A equipe e os pilotos precisam errar menos, além de definir prioridades internas. Com Frederic Vasseur como novo chefe, os italianos tentam azeitar as estruturas para serem competitivos o ano todo, sem perdas de desempenho e erros técnicos e individuais. É difícil esperar algo dos italianos nesse sentido, mas uma hora até relógio parado acerta. Seria essa vez, depois de 16 anos?

MERCEDES-AMG PETRONAS F1 TEAM


Foto: Reprodução/Mercedes

Pilotos: George Russell (#63) e Lewis Hamilton (#44)

Chefe de Equipe: Toto Wolff

Títulos de Pilotos: 9 (1954, 1955, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019 e 2020)

Títulos de Construtores: 8 (2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020 e 2021)

Vitórias: 125

Pódios: 281

Pole Positions: 136

Voltas Mais Rápidas: 100

A Mercedes quer recuperar o ano perdido. Estranhamente ausente da disputa em 2022, quando errou no carro, os alemães querem o trono de volta. Com Russell mais adaptado e a melhor dupla do grid, os dois pilotos estão famintos. Hamilton, zerado pela primeira vez na carreira, tenta não desperdiçar o que pode ser uma das últimas temporadas na carreira. Se derem um carro para os dois, aí vai ser difícil segurar tanto talento e regularidade em uma temporada tão longa.

BWT ALPINE F1 TEAM


Foto: Reprodução/Alpine

Pilotos: Esteban Ocon (#31) e Pierre Gasly (#10)

Chefe de Equipe: Otmar Szafnauer

Vitórias: 1

Pódios: 2

Uma equipe 100% francesa e mais jovem: sai Alonso, entra Gasly, antigo desafeto de Ocon na base. Pode ser uma dupla explosiva, mas agora Esteban virou o líder de fato do time, que se fincou como a quarta ou a “melhor do resto”. Com a estrutura que tem, o objetivo é se aproximar do trio e beliscar mais pódios ou vitórias, agora que tecnicamente a Renault seja a Alpine. E sem desavenças entre os pilotos igual no ano passado, é claro.

McLAREN F1 TEAM


Foto: Reprodução/McLaren

Pilotos: Lando Norris (#4) e Oscar Piastri (#81)

Chefe de Equipe: Andrea Stella

Títulos de Pilotos: 12 (1974, 1976, 1984, 1985, 1986, 1988, 1989, 1990, 1991, 1998, 1999 e 2008)

Títulos de Construtores: 8 (1974, 1984, 1985, 1988, 1989, 1990, 1991 e 1998)

Depois de muitas polêmicas extrapista, Oscar Piastri chega para substituir o compatriota Daniel Ricciardo. Um ano parado e o prodígio campeão da F3 e F2 enfrenta Lando Norris, evoluindo cada vez mais e tornando-se uma realidade, um líder de fato do time. A McLaren deu alguns passos para trás em 2022, mas graças a Lando, ainda assim permaneceu no pelotão de cima, digamos. Com o promissor e pressionado Piastri prometendo ajudar mais nos pontos, é inegável que se o carro melhorar, essa dupla pode dar muito trabalho na temporada. Veremos.

Essa foi a parte 2. Em breve volto com a parte final da análise da temporada! Até!