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| Foto: Getty Images |
Mais um capítulo da última temporada de Vettel na Ferrari. Uma coisa melancólica comparável a Game Of Thrones. Nunca assisti a série, mas são esses os comentários que eu li. Comparando a algo que tenha assistido ultimamente, poderia ser também a temporada final de House Of Cards, sem Kevin Spacey, mas enfim, vocês entenderam.
Se antes o tratamento era de primeiro piloto e o status de "a grande esperança", agora Vettel virou aquela figura indesejável no ambiente onde ninguém tem coragem de expulsá-lo mas estão todos torcendo para que saia de lá o mais rapidamente possível. Sequer foi procurado para discutir uma possível renovação. Um tetracampeão do mundo dispensado por telefone.
As coisas se deterioraram muito rapidamente, como a chegada e ascensão de Leclerc deixaram claros. A Ferrari tinha um novo queridinho, que entregava mais resultados, errava menos e ainda por cima era muito mais barato. Os problemas que se sucederam apenas adiaram o final inevitável, mas esse meio do caminho segue com nuances surpreendentes.
Ontem, o ápice. Vettel rodou e reclamou da estratégia da equipe ao ter parado nos boxes com apenas 10 voltas de pneu duro. A resposta: "se não tivesse rodado, não faríamos isso." Depois da corrida, Binotto disse que o alemão chegaria em 12° igual. Enquanto isso, Leclerc conseguia um ótimo quarto lugar.
Esses ataques públicos no rádio e na imprensa são a novidade. Chegou a um ponto insustentável. Como já foi dito e escrito, talvez seja melhor para os dois que as coisas acabem imediatamente. Qual a diferença de seguir até o final do ano? O carro é uma porcaria mesmo. Nesse caso, é claro, o problema maior seria da Ferrari para contratar um substituto que possa ser minimamente competitivo. Pior do que está não fica.
E Vettel? Ir para a Racing Point/Aston Martin, que se mostra mais uma empresa familiar do que qualquer outra coisa, não parece ser uma boa. Pode servir apenas para engordar o cartel do filhote Stroll. Vale a pena um tetracampeão resolvido financeiramente se sujeitar a isso? Parece claro, olhando de fora, que Vettel precisa de um tempo. Quem sabe, se sentir falta da adrenalina, velocidade e competição, não consiga se reinventar em uma nova categoria a partir de 2022? É a aposta que precisa ser feita porque, nesse instante, Vettel está a dois passos do fim.
Até!
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