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| Foto: AP |
25 voltas de trocação, ultrapassagens, erros, disputas e reviravoltas. Eu não lembro de ver uma batalha incessante assim durar tanto tempo, ainda mais se considerarmos que os protagonistas eram da mesma equipe.
Apesar da nítida proteção ao mais experiente George Russell, Kimi Antonelli vem mostrando em 2026 porquê sempre foi considerado o próximo fenômeno pós-Verstappen. Ele decidiu crescer e evoluir justo agora que as flechas de prata voltaram ao topo com o novo regulamento. Ele tem vasta margem para progressão, mas a experiência do ano passado e a evolução natural fazem com que fique evidente a diferença para George Russell.
A chance do britânico é pela constância. Nem isso ele está tendo nessa temporada. Teve azar no Canadá e, em condições normais, foi superado no restante. Ainda é cedo para ser definitivo, pois não estamos nem próximos da metade do caminho, mas Kimi está com a confiança em alta. Ele não é Piastri. Ele também é protegido de Toto.
Ano passado, muita gente questionou o jovem por estar tão atrás de Russell. Era normal para um adolescente se ambientar na nova categoria com um cara duro do lado. Lembro das críticas infundadas. Ninguém é alçado assim para a F1 sem ter algo em troca. Lembramos, principalmente na época que este blog era mais ativo: o cara sempre foi considerado fenômeno e disputado a tapa pelas grandes desde quando era pré-adolescente.
Kimi ainda tem uma vantagem particular, ou ao menos algo que é incomum: é apoiado pelos campeões. Tanto Max quanto Lewis ficam genuinamente felizes com o sucesso do italiano. Claro, eles já estiveram lá e viveram muita das batalhas que Antonelli ainda terá se quiser ser o campeão mais jovem da história. O talento é inegável, mas apenas isso não basta.
Max, quando foi atropelado por Kimi ano passado, não foi aquele piloto que geralmente é quando lhe atrapalham. Hamilton, que saiu (ou antecipou a saída para a Ferrari), o levantou depois de sair do carro e conquistar o pódio pela Ferrari, ultrapassando por fora o tetracampeão da Red Bull.
A foto do pódio pode representar muita coisa para o futuro, como quando Prost, Senna e Schumacher estiveram lá uma única vez, ou até mesmo Alonso, Kimi e Schumacher estiveram juntos em Valencia ou até mesmo o pódio com mais títulos na história, quando Vettel, Hamilton e Max estiveram lá já há quase dez anos.
Antonelli confirma e surpreende por sobrar nesse início. A Mercedes não parece ter adversários. O único, que é Russell, precisa acordar e voltar a resgatar a confiança abalada pelas quebras e o ritmo do líder do campeonato. Muita calma nessa hora, mas fazer o que Kimi está fazendo mostra o quão diferente ele sempre foi desde tenra idade.
Até!
