quarta-feira, 26 de março de 2025

ELES AINDA NÃO ENTENDERAM

 

Foto: Divulgação/Red Bull


Como esperado, em duas corridas Liam Lawson virou o pior piloto do mundo. Este título já pertenceu a Sérgio Pérez, Alexander Albon, Pierre Gasly, Daniel Ricciardo, Daniil Kvyat, entre outros...

Isso que nem considero os pagantes como Mazepin e Stroll, por exemplo.

Existem duas discussões distintas sobre a questão Lawson: ele já merecia subir direto para a Red Bull sem tanta experiência ou resultados que justificassem isso? Não.

Ele é um piloto ruim? Não.

Isso diz mais sobre o comando e a cultura da Red Bull do que os pilotos demissionários. Desde Vettel, a equipe se volta para um piloto só. Webber não foi vice nenhuma vez durante o tetracampeonato do alemão.

Até aí, tudo normal. Pega Hamilton com a Mercedes e a McLaren pós Alonso, Schumacher, o próprio espanhol, Hakkinen... A exceção é quando colocam dois pesos pesados, questões políticas ou quando um carro é tão superior ao resto que aí é permitido um conflito interno, vide Hamilton vs Rosberg.

É evidente que a Red Bull vai fazer tudo ao redor de Max Verstappen, desde o carro até as características que extraiam o melhor do estilo de pilotagem. Vocês são inteligentes. Todo mundo que pega esse segundo carro vira um pangaré constrangedor. Será que todos eles são ruins?

Qual a solução? Daqui a pouco, Lawson será a próxima vítima. Os cotados para irem a abatedouro são Tsunoda e até Franco Colapinto, o cara mais assediado do paddock no momento.

Como recusar a Red Bull, que tem duas equipes? Dizem que Tsunoda sai no fim do ano, quando também se encerra a parceria com a Honda. 

A regra não permite um carro por time, mas há solução para os taurinos? Como fazer com que um piloto razoável não pareça um Ide para Helmut Marko?

Perseguiram Checo por anos, pediram a cabeça dele por um novato mediano qualquer e o resultado está aí. Eles não entenderam. Alguns de vocês também não.

Espero que, agora, que os pingos tenham ficado em todos os is.

Até!


sexta-feira, 21 de março de 2025

ADEUS, EDDIE

 

Foto: Shutterstock

Eddie Jordan se foi na quinta-feira, aos 76 anos, na Cidade do Cabo. Há anos ele sofria de câncer de próstata e na bexiga. Parecia ontem que ele apresentava um podcast da F1.

A história de Eddie Jordan você já conhece porque eu publiquei aqui durante a pandemia. Para quem não lembra, não conhece ou chegou depois aqui no blog, vou disponibilizar os links no fim do texto.

Resumidamente, um dos últimos garagistas, junto com Frank Williams e Giancarlo Minardi. Além do carro amarelo com patrocínios diferentes no bico, a equipe foi a porta de entrada na F1 para nomes como Michael Schumacher e Rubens Barrichello.

Simbólico que o único piloto que começou enquanto a Jordan ainda existia é justamente Fernando Alonso, que hoje pilota a Aston Martin, herdeira do time que depois foi Midland, Force India e Racing Point. A equipe homenageia Jordan com um adesivo no carro neste final de semana, na China.

Aos poucos, nossas referências vão se despedindo. É o ciclo da vida. Isso me deixa particularmente mais sensível porque meu avô faleceu na quarta-feira. 

Eddie fez história na F1 com sua liderança, carisma, arrojo e liderança. Não há mais tantas figuras que nem ele no paddock. Os tempos são outros.

Me lembro de escrever a série na pandemia, na incerteza e trancafiado na casa de praia com a minha mãe. Estava deitado na cama, escrevendo no word, pesquisando textos, vídeos e traduções para manter a produtividade e esquecer um pouco daquele clima de medo e incerteza que nos rondava. Há um certo tom melancólico ao relembrar, confesso. Passa muito rápido...

Bem, confira aqui (ou reveja) a série que eu escrevi em 2020, durante a pandemia, contando a trajetória da equipe:

PARTE 1

PARTE 2

PARTE 3

FINAL

Descanse em paz, Eddie.

Até!