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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

NOVA SAFRA

 

Foto: Getty Images

Depois de um 2019 deplorável na F2, de nível técnico horroroso, pilotos que não deveriam estar lá e a morte da promessa Anthoine Hubert, em 2020 a categoria se reinventou em meio a pandemia e trouxe grandes corridas e talentos para o curto/médio-prazo.

Começando pelo campeão, Mick Schumacher, o filho do homem. Como não se emocionar com o Schumaquinho no topo? É claro que Mick não é Michael, um virtuoso, mas a consistência fez a diferença. Sempre pontuando nas duas corridas, arrancou na parte final e, mesmo puxando ao pai ao terminar lá atrás a corrida final e bater no treino classificatório, o alemão consegue o título que é para poucos, mesmo com toda a desconfiança pelo sobrenome que tem.

Como recompensa, foi parar na Haas. Como escrevi antes, talvez pelo marketing seria melhor ter ido para a Alfa Romeo, uma grife, para ser companheiro de equipe de Kimi Raikkonen, um dos rivais que o pai teve. Seria sensacional. Além do mais, os americanos hoje parecem apenas melhores que a Williams, então será difícil Mick mostrar alguma coisa. O importante é que chegou lá.

Foto: Reprodução/Red Bull

Outro que vai estar na F1 mas ainda não foi anunciado oficialmente é Yuki Tsunoda. O japonês foi o melhor novato do ano ao terminar o campeonato em terceiro, conquistando os pontos que precisava para chegar a F1, na Alpha Tauri, substituindo Daniil Kvyat. Com muitas poles e boas vitórias, Tsunoda mostrou que não é apenas um japonês apadrinhado pela Honda que chegou lá, apesar da saída da montadora no meio do caminho. Se conseguiu atrair a atenção do exigente Helmut Marko, também pode facilmente ser queimado como qualquer outro talento taurino. Com Gasly como forte competidor, o japonês já chega enfrentando um alto nível interno. Teste de fogo.

Outros destaques foram Callum Ilott, o vice-campeão, e Robert Shwartzman, outro novato, ambos da academia da Ferrari. Ilott é o que tem menos chances de ascender a categoria mas é o mais preparado hoje, além de experiente. Na hora H, também cometeu uns erros e perdeu o título. Shwartzman foi o que mais venceu no ano e liderou até a metade da temporada, caindo de produção no final. Por ser jovem e novato, faz parte do aprendizado. Com certeza o russo será favorito ao título do ano que vem junto ao australiano Oscar Piastri, australiano campeão da F3 e que será seu companheiro de equipe na Prema.

Além do mais, há a manutenção dos também promissores Christian Lundgaard e Guanyou Zhou, os dois da Renault. A Uni-Virtuosi conseguiu o vice-campeonato de construtores, o que mostra consistência mas ainda falta mais vitórias e protagonismo.


Por falar na Uni Virtuosi, esse será o destino do brasileiro Felipe Drugovich na F2 em 2021. Com três vitórias e algumas poles, Drugo foi a grande surpresa da temporada, mesmo no fraquíssimo carro da MP Motorsport, andando na frente na maior parte do tempo. Por também ser um estreante, mostrou ter velocidade, mas precisa ajustar o ritmo de corrida e andar no tráfego, seja para ultrapassar ou para se defender, além de saber o momento certo. Questão de experiência. Ambientando e numa equipe melhor, é a grande chance do brasileiro atrair a academia de alguma montadora para se aproximar do sonho da F1.

Pedro Piquet é que deixou a categoria. Em um post enigmático, entendeu que não tem os recursos para chegar a F1 e não há grana para continuar insistindo, fazendo até uma ironia com o psicopata Mazepin. O futuro é uma incógnita mas verdade seja dita: Pedrinho não fez nada na temporada, mesmo sendo também a de estreia (e agora a última) na categoria.


O jovem Gianluca Petecof, de 18 anos, foi campeão da Fórmula Regional Europeia nesse final de semana. Ele bateu Arthur Leclerc, o irmão do Charles. Membro da academia Ferrari, Petecof teve a temporada ameaçada ao perder patrocinadores durante a pandemia, mas conseguiu outros dois e tocou ficha. Foi o único a pontuar em todas as 23 corridas da temporada. Agora, o próximo passo do brasileiro deve ser a F3, talvez com a Prema, o que sempre aumenta a expectativa e a responsabilidade. Aos poucos, Gianluca vai se tornando realidade.

Por último, mas não menos importante: o texto de amanhã será sobre os perigos do excesso de segurança e como isso atraiu gente inconsequente e psicopata como o Nikita Mazepin, que acha que pode fazer o que quiser porque o pai é bilionário. Depois, acontece alguma tragédia e colocam culpa na segurança, mas isso é para amanhã.

Esse foi apenas um panorama das grandes promessas do automobilismo mundial que em breve pode estar brilhando cada vez mais na sua telinha.

Até!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

VÍDEO E CURTINHAS #14

Quem vai substituir Grosjean na Renault/Lotus? Foto: Wikipédia

Então galera, depois de um longo e tenebroso inverno (literalmente), voltei com esse clássico do blog que está prestes a completar 1 aninho de vida (eeeeeee). Poderia estar dormindo, mas o meu amor pela madruga e a rápida queda de luz me atrasaram bastante. Chega de choramingar, vamos lá!

Bom, a vaga da Renault/Lotus parece ser a mais interessante entre as disponíveis para o ano que vem. Após a corrida de Cingapura, Maldonado foi confirmado para a próxima temporada. A grana da PDVSA contribuiu para isso, óbvio. Com a provável ida de Grosjean para a novata Haas, surgem tímidas especulações sobre o companheiro do venezuelano. Vamos lá: Esteban Ocon e Vergne, dois franceses; Um é o atual campeão da F3 Europeia e atualmente é o vice-líder da GP3, além de ter guiado em alguns testes pela equipe de Enstone - Vergne estava no circo até ano passado pilotando pela Toro Rosso e atualmente é piloto reserva da Ferrari e disputa a Fórmula E. É uma opção interessante e aparentemente a melhor, pois tem experiência, e isso sempre é levado em conta na F1, ao menos na maioria dos casos. A última informação é que Sérgio Pérez, que ainda não renovou com a Force India, poderia ser o substituto do piloto franco-suíço. Maldonado + Pérez (apoiado pela grana do bilionário Carlos Slim) + Renault = Muito dinheiro, mas muito mesmo. A conferir.

Na americana, novata e misteriosa Haas, Gutiérrez está praticamente confirmado. Magnussen era o favorito a outra vaga, mas Grosjean deve ser anunciado em breve em um acordo com a Ferrari, que fornece motor para os americanos. Aliás, o francês ficaria uma temporada na equipe satélite dos italianos e em 2017 rumaria para a Ferrari para substituir Kimi Raikkonen. Faz sentido até, primeiro comer o pão que o diabo vai amassar para depois virar escudeiro de Vettel na Scuderia. Vamos aguardar.

Por falar em Magnussen, ele e o virtual campeão da GP2 desse ano e também piloto da academia da McLaren, Stoffel Vandoorne, devem disputar a vaga de Jenson Button na equipe de Woking ano que vem. Tudo isso porque, segundo a imprensa europeia, o campeão mundial de 2009 deve anunciar a sua aposentadoria da F1 na corrida do Japão. É um lugar especial para ele devido ao fato de sua esposa, a modelo Jessica Michibata, ter ascendência japonesa. Button pode seguir o rumo de Mark Webber e ir para o Mundial de Endurance ou virar um dos apresentadores do novo "Top Gear", da BBC.

Button deve se aposentar no final da temporada. Foto: GP Series
SE LASCOU - O maluco que invadiu a pista em Cingapura foi detido e, para sair da cadeia, terá que pagar uma fiança de 40 mil reais. O problema é que o cara não tem dinheiro - Segundo ele, gastou tudo na compra dos ingressos - É amigo, e agora?

QUE SUSTO! - O impressionante acidente do jovem Pedro Piquet, bicampeão da F3 Brasil durante a Porsche GT3 Cup, causou "apenas" uma fratura na mão e um leve trauma pulmonar. Ele já foi liberado do hospital após capotar nove vezes depois de ser tocado por Ricardo Baptista. Confira o vídeo do acidente: