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| Foto: Divulgação |
Na semana passada, a
Cadillac anunciou a primeira dupla de pilotos da história da equipe, que irá
estrear na F1 em 2026. O resultado é óbvio e não surpreende ninguém, mas ainda
assim há um certo choro patriótico.
Bottas e Pérez, os
dois veteranos que ficaram a pé neste ano, foram os escolhidos. A justificativa
é mais do que óbvia: em um novo regulamento e com uma equipe novata, onde tudo
é novidade, ter dois pilotos experientes e acostumados com o topo será primordial
para a ambientação na F1. Eles sabem o que fazer e o que não fazer para serem
competitivos.
Em uma categoria
onde há pouco espaço para testes, experiência é fundamental. Junta-se a
situação de uma equipe criada do zero e temos a fórmula perfeita. A realidade
sempre bate a porta. Lembram que a ideia inicial era colocar um piloto
americano entre os titulares? Bom, isso só será possível mais adiante se a
Cadillac se desenvolver bem nesse tanque de tubarões.
A úlitma estreante
foi a Haas, há dez anos. A fórmula não foi diferente, pelo contrário. Eles
escolheram Grosjean e Gutiérrez. Ok, o mexicano veio pela grana também (assim
como Pérez) e porque na época era piloto Ferrari (até hoje a Haas tem parceria
técnica com os italianos; Bearman estar lá não é por acaso também).
Não sei porque, mas
lembro de quando Caterham, HRT e a Virgin estrearam lá por 2010, onde eram tão
lentos que eram considerados outra categoria. Confesso ter esse temor que
aconteça com os americanos. No pior dos casos, Pérez e Bottas estão acostumados
também com esses momentos.
A chiadeira é pela
busca de novatos ou jovens talentos. Em tese, uma nova equipe possibilita mais
duas vagas que o mundo de pilotos com patrocinadores e academias de pilotos
dificultam a presença de um Hulkenberg da vida. Aqui, fazem uma campanha
descabida querendo que o Drugovich tivesse a vaga. Sejamos sinceros: até o Mick
Schumacher teria mais chance.
Não sou hater. É
preciso somente entender o óbvio: por que alguém que foi campeão de um grid
esvaziado em 2022 no terceiro ano na categoria depois de apanhar do Zhou (que
foi convidado a se retirar da F1) teria chances se, desde então, não correu em
mais nada? É preciso aceitar: o timing de Drugovich passou, infelizmente. Se
algum novato merecesse chance, hoje em dia, um nome muito mais aceitável e
coerente seria o Leonardo Fornaroli, campeão da F3 em 2024 e atual líder da F2,
repetindo o que Oscar Piastri e Gabriel Bortoleto fizeram.
A Cadillac escolheu
os caras certos para começar a empreitada na F1. Se vai dar certo ou não, só o
futuro dirá.
Até!

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