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segunda-feira, 21 de maio de 2018

ED, DE NOVO

Foto: LAT Images
Pela terceira vez, o enteado de Tony George e dono da própria equipe, Ed Carpenter vai largar na pole na 102a edição da Indy 500. Só mesmo Ed para frear o domínio da Penske, fazendo a pole com certa autoridade, muito mais rápido que o segundo colocado Simon Pagenaud. Seus parceiros de equipe largam logo atrás: Will Power em terceiro e Josef Newgarden, líder do campeonato, em quarto.

De volta a Indianápolis após o grave acidente que sofreu ano passado, Sebastien Bourdais consegue um inexplicável quinto lugar com a Dale Coyne. A equipe do pole esteve muito bem no Fast Nine. Spencer Pigot larga em sexto e Danica Patrick, em sua última corrida da carreira, é a sétima, apesar de estar sem pilotar um carro de monopostos desde 2011, quando saiu da Indy para entrar na Nascar. Mais rápido do Bump Day, Hélio Castroneves em apenas o oitavo. Scott Dixon, pole do ano passado e brigando com a Ganassi, completa a primeira parte do grid.

Por falar em Bump Day, a surpresa e decepção do fim de semana é a eliminação de James Hinchcliffe, um dos postulantes ao  título. Com uma pitada de azar, foi o primeiro a entrar na pista depois da chuva no sábado. Além disso, enfrentou problemas de vibração no carro e abortou a última tentativa. A britânica Pippa Mann foi a outra eliminada do grid. Sempre é bom ressaltar que quem se classifica para a Indy 500 é a equipe, e não o piloto. Portanto, Hinchcliffe pode perfeitamente substituir Robert Wickens, parceiro da Schmidt Peterson por exemplo, apesar disso não ser o mais correto.

Hinchcliffe está fora da Indy 500. Foto: Autoweek
Quem também não foi nada bem foi Alexander Rossi. O vice-líder do campeonato e vencedor da corrida em 2016 vai largar em penúltimo. A dupla brasileira da A.J. Foyt merece elogios. Tony Kanaan e Matheus Leist foram os "melhores do resto" e largam em 10° e 11°, respectivamente. Vencedor do ano passado, Takuma Sato é o 16°.

Agora fica toda a expectativa para a corrida na semana que vem, que começa pontualmente às 13h19 e tem a transmissão da Band e do Band Sports.

Confira o grid de largada para a Indy 500:

Foto: Tomada de Tempo
Até!

segunda-feira, 12 de março de 2018

CRUELDADE COM WICKENS

Foto: Grande Prêmio
Robert Wickens fazia a um fim de semana perfeito. Foi apenas o terceiro "rookie" da história a estrear na categoria com pole (os outros dois foram Nigel Mansell e Sebastien Bourdais). Na traiçoeira São Petersburgo, o novato liderava com folga. Diante de tantas bandeiras amarelas provocadas pelos vários acidentes, se mantinha na frente, defendendo e recuperando eventuais perdas de posições nas relargadas;

Chegou a penúltima volta. Mais uma bandeira amarela causada pela batida de Max Chilton. Lá se foi a vantagem construída durante toda a prova diante de Alexander Rossi. Relargada. O carro do vencedor da Indy 500 de 2016 escorrega no fim da reta (algo que já havia acontecido com Scott Dixon e Will Power com o próprio Wickens no início da prova), consequência do novo kit Dallara dessa temporada que dificulta os pilotos, que claramente ainda não estão adaptados, causando mais erros. O bólido bate em Wickens que roda e fica pelo caminho. 108 voltas de trabalho em vão. Uma crueldade.

De novo a vitória em St. Pete caiu dos céus em direção a Bourdais, que volta a triunfar depois do sério acidente sofrido na Indy 500. Ao optar por uma parada mais tardia em relação aos ponteiros, se aproveitou dos acontecimentos caóticos da prova para vencer. Graham Rahal, envolvido em um incidente no início da prova, também foi forçando a fazer essa estratégia e chegou em segundo, bem pertinho. Rossi, apesar da presepada no final, garantiu o terceiro lugar.

Foto: Indy Car
Matheus Leist fez um ótimo terceiro tempo com a A.J. Foyt. As expectativas em torno de sua estreia estavam altas. Mesmo com a inexperiência em poupar equipamento e administrar o ritmo de corrida, o gaúcho manteve-se nas primeiras posições, alternando entre a 2a e a 5a posição. Entretanto, um problema eletrônico forçou seu abandono. Ele até tentou voltar para pista para ganhar mais quilometragem e experiência com o carro, mas acabou batendo. Uma pena. O brasileiro tinha tudo para conquistar um bom resultado logo na estreia, mas já deixou uma primeira impressão muito positiva. Tony Kanaan foi o 11° em uma corrida apagada, também prejudicada em uma batida na primeira volta.

Diferentemente do que aconteceria em uma categoria europeia, Rossi não foi punido. Os americanos são diferentes. Para azar de Wickens e sorte de Bourdais. Cruel. A temporada da Indy promete.

118Sébastien BOURDAISFRADale Coyne Honda 110 voltas
215Graham RAHALEUARLL Honda+0.127 
327Alexander ROSSIEUAAndretti Honda+1.518 
45James HINCHCLIFFECANSchmidt Peterson Honda+1.750 
528Ryan HUNTER-REAYEUAAndretti Honda+1.991 
69Scott DIXONNZLGanassi Honda+2.272 
71Josef NEWGARDENEUAPenske Chevrolet+3.384 
810Ed JONESINGGanassi Honda+4.299 
998Marco ANDRETTIEUAAndretti Honda+4.836 
1012Will POWERAUSPenske Chevrolet+6.127 
1114Tony KANAANBRAFoyt Chevrolet+6.518 
1230Takuma SATOJAPRLL Honda+7.401 
1322Simon PAGENAUDFRAPenske Chevrolet+7.990 
1488Gabby CHAVESCOLHarding Chevrolet+9.227 
1521Spencer PIGOTEUACarpenter Chevrolet+1 volta 
1626Zach VEACHEUAAndretti Honda+1 volta 
1719Zachary CLAMAN DE MELOCANDale Coyne Honda+1 volta 
186Robert WICKENSCANSchmidt Peterson Honda+2 voltasNC
1959Max CHILTONINGCarlin Chevrolet+2 voltas 
2023Charlie KIMBALLEUACarlin Chevrolet+3 voltas 
2120Jordan KINGINGCarpenter Chevrolet+3 voltas 
2232René BINDERAUTJuncos Chevrolet+10 voltasNC
2360Jack HARVEYINGMichael Shank Honda+72 voltasNC
244Matheus LEISTBRAFoyt Chevrolet+94 voltasNC

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

UM GAÚCHO NA INDY

Foto: Divulgação
A Fórmula Indy seguirá com dois brasileiros na categoria. Após a saída de Helio Castroneves (que irá participar apenas da Indy 500), o gaúcho Matheus Leist foi anunciado como piloto da A.J.Foyt Racing e será companheiro do compatriota Tony Kanaan, que deixou a Ganassi. A dupla brasileira foi escolhida pelo chefão A.J. Foyt, quatro vezes campeão das 500 milhas de Indianápolis.

Com 19 anos, o gaúcho de Novo Hamburgo se destacou nas últimas temporadas. Em 2016, foi campeão da F3 Inglesa. Entretanto, acabou rumando para os Estados Unidos para disputar a temporada da Indy Lights, categoria de acesso à Indy em 2017. E fez uma grande temporada.

Em seu ano de estreia, terminou em quarto lugar, com três vitórias pela Carlin: Iowa, Road America e as 100 Milhas de Indianápolis, preliminar da Indy 500. Foi o segundo melhor estreante da Indy Lights. Em junho, guiando a Andretti, foi o mais rápido dos novatos no primeiro teste com um carro da Indy em Road America e agora, no fim do ano, foi premiado com o troféu Capacete de Ouro na categoria Top Internacional.

Leist venceu as 100 Milhas de Indianápolis. Foto: Divulgação

Leist será o piloto mais jovem da categoria em uma das equipes mais antigas. O primeiro teste de Matheus e Kanaan pela nova equipe será em janeiro, no circuito de Sebring. A temporada começa no GP de São Petersburgo, no dia 11 de março.

Vale ressaltar que a A.J. Foyt não irá dispor aos dois brasileiros um carro capaz de ser campeão e vencer corridas. Para a Leist, a temporada será de aprendizado, principalmente com um compatriota do lado, campeão da Indy e das 500 Milhas para lhe dar dicas. Desde que não bata muito e consiga andar no mesmo ritmo de Tony, a temporada de Matheus pode ser considerada positiva. Estamos na torcida pelos primeiros passos do brasileiro na Indy, categoria que provavelmente deverá ser o único representante brasileiro nos próximos anos, pois Tony Kanaan já está com 40 anos.

O caminho de Leist foi o inverso de todos os meninos brasileiros: ao perceber que não teria a quantia necessária para chegar a F1, acabou indo para os Estados Unidos, onde é mais viável e as condições de competição são mais equilibradas. Esse, talvez, seja um caminho a seguir para muitos jovens pilotos que sonham com o glamour da F1, mas que não terão dinheiro ou apadrinhamento de uma grande equipe para se sustentarem.

OFF Topic: a Toro Rosso confirmou Hartley e Gasly para 2018. Reginaldo Leme e a imprensa europeia cravaram Robert Kubica como piloto da Williams para o ano que vem. O contrato teria sido assinado após o GP do México. Além da participação de Nico Rosberg no negócio, pesou o fato de um patrocinador se dispor a pagar R$ 32 milhões para a equipe de Glove. O negócio deverá ser oficializado nas próximas semanas. Para mais informações, clique AQUI.

Até  mais!